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Paraguai decreta prisão preventiva de fundador do Ueno Bank e ex-diretores

A Justiça paraguaia determinou a prisão preventiva de Federico Miguel Vázquez Villasanti e de outros sete ex-diretores em investigação sobre suspeitas de irregularidades no Ueno Bank.

Paraguai decreta prisão preventiva de fundador do Ueno Bank e ex-diretores

O juiz Rodrigo Estigarribia determinou nesta quinta-feira (5) a prisão preventiva do fundador do Ueno Bank, Federico Miguel Vázquez Villasanti, e de outros sete ex-diretores. Eles haviam sido detidos na terça-feira (3), por ordem do Ministério Público, em uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras.

Entre os presos estão Juan Manuel Gustale, ex-presidente do banco, além de Julio Daniel Rey Fernández, Alejandro Gómez Abente, Diego Fernando Duarte Schussmuller e Miguel Ángel Almada Frutos. As executivas investigadas Diana Leticia Mongelós González e Mariana Isabel Torres Rubiani poderão cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Segundo os promotores, a apuração envolve empréstimos concedidos entre 2025 e 2026 a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, controlador da instituição, em condições que não teriam seguido os critérios usuais de avaliação de risco. Uma das suspeitas é de que uma operação de US$ 74,4 milhões tenha sido simulada para ocultar a situação patrimonial do banco.

O Ministério Público denunciou 27 pessoas por suspeita de crimes que incluem lesão de confiança e tentativa de estelionato. Na terça-feira, o Banco Central do Paraguai iniciou o procedimento de resolução do banco, após constatar que seu índice de solvência estava abaixo da metade do mínimo legal. A medida encerrou as operações e deixou clientes temporariamente sem acesso a depósitos.

A instituição tinha aproximadamente 3 milhões de clientes e cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos; o Instituto de Previdência Social do Paraguai mantinha aproximadamente US$ 355 milhões aplicados no banco. O caso provocou protestos e crise política.

Santiago Peña, acionista do grupo controlador até março de 2025, renunciou à Presidência nesta quinta-feira, enquanto a Câmara dos Deputados iniciava a discussão de um pedido de impeachment. Segundo o Ministério do Trabalho paraguaio, cerca de 7 mil pessoas foram afetadas, com suspensões e demissões.