Em Guangzhou, no sul da China, moradores e visitantes podem usar o celular para pagar um café, fazer compras, utilizar o transporte e acertar a conta de um restaurante. Segundo reportagem do Jornal da Cidade, que abre a série “Rota Ceará-China”, aplicativos e códigos QR são usados em diferentes transações cotidianas, sem a necessidade de retirar cédulas ou moedas da carteira.
A cidade, localizada na província de Guangdong, tem mais de 19 milhões de habitantes. Para pagar, o usuário lê com a câmera do telefone o código QR disponibilizado pelo estabelecimento e conclui a operação pelo aplicativo.
A reportagem relata que, durante uma experiência em Guangzhou, um café foi pago com um aplicativo instalado ainda no Brasil, após a leitura do código, a confirmação da compra e a inserção da senha.
Alipay e WeChat Pay estão entre as plataformas centrais desse modelo. Além de pagamentos, o Alipay oferece recursos para solicitar carros, pedir comida, comprar passagens, reservar hospedagens e acessar serviços de saúde. O WeChat, que surgiu como ferramenta de mensagens, reúne comunicação, chamadas, transferências financeiras, pagamento de contas e acesso a outros serviços.
A integração de funções pode reduzir a necessidade de alternar entre diferentes aplicativos, mas também torna importante ter bateria e acesso ao celular para atividades como alimentação e deslocamento. A reportagem ressalta que a digitalização não significa necessariamente o fim do dinheiro em espécie e aponta a importância de considerar alternativas para quem não consegue usar aplicativos.

