O vegetal pouco lembrado reúne fibras e compostos importantes, mas não combate doenças sozinho

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Presente principalmente na culinária do Norte e do Nordeste do Brasil, o maxixe costuma aparecer em pratos tradicionais, mas raramente entra nas listas de alimentos associados à alimentação saudável. Rico em fibras, vitaminas e minerais, o vegetal tem chamado a atenção por seu potencial nutricional, embora especialistas ressaltem que ele não previne nem trata doenças por conta própria.

Dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), elaborada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), indicam que o maxixe contém vitamina C, cálcio, magnésio e fibras alimentares, nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

Fibras ajudam a regular o intestino e contribuem para a saúde

Um dos principais destaques nutricionais do maxixe é a presença de fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e podem contribuir para a sensação de saciedade.

Segundo o Ministério da Saúde, o consumo adequado de fibras está associado à prevenção da constipação e ao equilíbrio da microbiota intestinal. Além disso, dietas ricas nesses compostos podem colaborar para a redução do risco de algumas doenças crônicas quando combinadas a outros hábitos saudáveis.

De acordo com a Taco, uma porção de 100 gramas de maxixe cru fornece cerca de 2,2 gramas de fibras.

Vitamina C e antioxidantes fazem parte da composição

O vegetal também contém vitamina C, nutriente importante para o sistema imunológico e para a formação de colágeno. A Taco aponta que 100 gramas de maxixe possuem aproximadamente 9,6 miligramas da vitamina.

Além disso, estudos sobre vegetais da família das cucurbitáceas — grupo ao qual pertencem o maxixe, o pepino e a abóbora — investigam a presença de compostos antioxidantes, substâncias que ajudam a proteger as células contra danos provocados pelos radicais livres.

No entanto, especialistas alertam que nenhum alimento isolado é capaz de impedir o desenvolvimento de doenças infecciosas ou substituir tratamentos médicos.

Relação com diabetes ainda depende de mais estudos

O maxixe também é citado em pesquisas sobre alimentação e saúde metabólica devido ao baixo teor calórico e à presença de fibras, que podem contribuir para o controle dos níveis de açúcar no sangue.

Foto: Shaddam Hossain/Pexels

Entidades como a Sociedade Brasileira de Diabetes destacam que uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas, legumes e grãos integrais, ajuda no controle da glicemia. Porém, não há evidências científicas de que o consumo de maxixe, sozinho, previna ou combata o diabetes.

O desenvolvimento da doença envolve diversos fatores, incluindo predisposição genética, estilo de vida e condições de saúde.

Minerais contribuem para a manutenção dos ossos

Segundo a Taco, 100 gramas do vegetal contêm cerca de 21 miligramas de cálcio e 10 miligramas de magnésio, minerais importantes para a saúde óssea e muscular.

Apesar disso, nutricionistas destacam que a prevenção de problemas como a osteoporose depende de um conjunto de fatores, entre eles a prática de exercícios físicos, a ingestão adequada de diferentes nutrientes e o acompanhamento médico.

Como incluir o maxixe na alimentação

Bastante versátil, o maxixe pode ser consumido cru, refogado ou em preparações como saladas, sopas e ensopados. Em algumas regiões do país, ele também é combinado com carnes, feijão e outros vegetais.

Especialistas recomendam variar o cardápio e apostar em diferentes tipos de legumes e verduras para garantir uma alimentação equilibrada, em vez de buscar benefícios milagrosos em um único alimento.

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