O travesseiro pode parecer confortável na loja e ainda ser o culpado por você acordar pior

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Na hora de comprar um travesseiro, muitas pessoas levam em conta apenas o material ou a sensação de conforto ao experimentá-lo rapidamente na loja. No entanto, especialistas em sono e ortopedia alertam que um modelo aparentemente confortável pode causar dores no pescoço, desconforto nas costas e até prejudicar a qualidade do descanso se não oferecer o suporte adequado.

Isso acontece porque o travesseiro tem a função de manter a cabeça alinhada com a coluna durante a noite. Quando a altura ou a firmeza não correspondem às necessidades do corpo, a posição da região cervical pode ser alterada, favorecendo tensões musculares e noites mal dormidas.

A posição em que você dorme faz diferença

O principal fator para escolher um travesseiro não é a marca nem o preço, mas a forma como cada pessoa costuma dormir. Quem dorme de lado, por exemplo, geralmente precisa de um modelo mais alto e firme para preencher a distância entre a cabeça e o ombro, ajudando a manter a coluna alinhada.

Já para quem dorme de barriga para cima, especialistas costumam recomendar travesseiros de altura intermediária, capazes de sustentar a cabeça sem empurrar o pescoço para frente. Dormir de bruços exige ainda mais atenção: nessa posição, modelos muito altos podem aumentar a torção da região cervical e provocar desconforto ao acordar.

Além da postura durante o sono, características como largura dos ombros, peso corporal e firmeza do colchão também influenciam a escolha ideal.

Cada material oferece uma experiência diferente

As opções disponíveis no mercado variam bastante e apresentam vantagens e desvantagens. Travesseiros de fibra de poliéster costumam ser mais baratos e fáceis de lavar, mas podem perder volume com o passar do tempo.

Modelos de fibra siliconizada tendem a conservar melhor a forma e oferecem uma sensação de maciez. Já os travesseiros de espuma viscoelástica, conhecidos como memory foam, moldam-se ao formato da cabeça e do pescoço, distribuindo melhor a pressão, embora algumas pessoas relatem maior sensação de calor.

Outra alternativa é o látex natural, que se destaca pela durabilidade e pela ventilação. As versões de plumas, por sua vez, costumam proporcionar uma experiência semelhante à encontrada em hotéis, mas exigem ajustes frequentes para manter o suporte.

O colchão também interfere na escolha

Um detalhe muitas vezes ignorado é que o travesseiro e o colchão funcionam em conjunto. Colchões mais macios permitem que o corpo afunde um pouco mais, o que pode exigir travesseiros mais baixos. Já colchões firmes tendem a pedir modelos mais altos.

Por isso, um travesseiro confortável na loja nem sempre terá o mesmo efeito em casa. Especialistas recomendam considerar o conjunto completo e, sempre que possível, testar o produto levando em conta os hábitos de sono e as características do colchão utilizado.

A Academia Americana de Medicina do Sono ressalta que manter a coluna em posição neutra durante o descanso ajuda a reduzir dores e favorece uma noite de sono mais reparadora. 

Quando está na hora de trocar o travesseiro?

Mesmo um travesseiro de boa qualidade perde eficiência com o tempo. Sinais como deformações, perda de altura, manchas e a necessidade constante de ajustá-lo durante a noite indicam que pode ser o momento de substituí-lo.

A frequência ideal de troca varia conforme o material e os cuidados adotados pelo usuário, mas especialistas costumam recomendar uma avaliação periódica para garantir que o travesseiro continue oferecendo sustentação adequada.

No fim das contas, o melhor travesseiro não é necessariamente o mais caro ou o mais macio. O mais importante é que ele seja capaz de manter o pescoço alinhado e proporcionar conforto ao longo de toda a noite.

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