O campo magnético da Terra já se deslocou mais de 2.250 km e isso afeta tecnologias que quase ninguém vê funcionando

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A aceleração no deslocamento do Polo Norte magnético obriga agências meteorológicas internacionais a revisarem as diretrizes de orientação global. Desde suas primeiras medições em 1831, esse ponto de referência já viajou mais de 2.250 quilômetros, deixando o Ártico canadense rumo à Sibéria.

Para evitar falhas em sistemas de aviação, marinhas e aplicativos de mapas digitais, o setor de transportes adota as diretrizes do Modelo Magnético Mundial (WMM2025). O padrão computacional serve para recalibrar bússolas eletrônicas globalmente e permanecerá ativo até o ano de 2029.

Sem os ajustes periódicos desse sistema invisível, falhas de geolocalização se acumulariam em viagens de longa distância. O monitoramento constante impede que aviões e navios saiam da rota original, garantindo a precisão de ferramentas que operam em segundo plano nos celulares.

Dinâmica no núcleo de ferro líquido altera a proteção geomagnética da Terra

A origem dessa migração geográfica reside a milhares de quilômetros abaixo da superfície terrestre, no núcleo externo do planeta. A movimentação contínua de ferro e níquel em estado líquido gera correntes elétricas gigantescas que dão forma ao campo magnético protetor.

De acordo com um artigo publicado no periódico científico Nature Geoscience, duas grandes massas magnéticas disputam a atração do polo no interior da Terra. Nas últimas décadas, o fluxo localizado sob o Canadá perdeu força, permitindo que a região da Sibéria puxasse o eixo.

A mudança de comportamento ganhou velocidade histórica a partir da década de 1990, quando o norte magnético passou a correr de forma mais agressiva. O fenômeno mostra que, ao contrário do polo geográfico fixo, a barreira invisível do planeta é totalmente mutável.

Desaceleração inédita intriga cientistas e quebra recordes de monitoramento

O ritmo de viagem da bússola global apresentou uma mudança recente que intrigou os pesquisadores da área. O polo, que avançava cerca de 50 quilômetros anuais em direção ao território russo, reduziu o passo para aproximadamente 35 quilômetros por ano.

Em relatórios divulgados pelo British Geological Survey, o especialista em modelagem global William Brown destacou que essa freada representa a maior redução de velocidade já registrada na história. O comportamento atual do magnetismo foge de todos os padrões observados.

Essa instabilidade reforça a necessidade de vigilância por parte dos departamentos de defesa dos Estados Unidos e do Reino Unido.

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