O Polo Norte magnético já saiu mais de 2 mil km do lugar e isso obriga aviões, navios e celulares a se ajustarem silenciosamente

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O Polo Norte magnético do planeta já andou mais de 2.250 quilômetros desde o início dos registros em 1831. Essa caminhada lenta tirou o polo da região do Ártico canadense e o empurrou em direção à Sibéria, chamando a atenção de cientistas do mundo todo.

A mudança acontece por causa do movimento do ferro e do níquel em estado líquido que ficam no centro da Terra. O balanço constante desses metais pesados cria correntes elétricas que funcionam como um grande gerador de energia e alteram a posição do magnetismo.

Diferente do Polo Norte geográfico, que fica parado nos mapas, o magnético se mexe de acordo com o fluxo do núcleo terrestre. Uma pesquisa recente ligou esse movimento à disputa de forças entre duas grandes regiões magnéticas situadas abaixo do Canadá e da Sibéria.

Modelo mundial corrige aparelhos a cada cinco anos

Para garantir que a localização global continue funcionando, especialistas criaram o Modelo Magnético Mundial. Esse sistema serve de base para ajustar os computadores de bordo e programas de mapas digitais usados por empresas e governos de vários países.

A atualização mais recente desse guia tecnológico entrou em vigor e deve valer por 5 anos até o final da década. O documento serve para recalcular as coordenadas e garantir que os aparelhos de orientação consigam achar o rumo exato nas viagens.

Sem esses ajustes periódicos feitos nos bastidores da tecnologia, pequenas variações do campo magnético poderiam desviar rotas inteiras. O perigo de errar o caminho aumenta principalmente em trajetos muito longos, como em voos internacionais ou barcos em alto-mar.

Impacto real afeta rotas aéreas e navegação remota

No dia a dia da população, a mudança quase não gera efeitos práticos perceptíveis nas atividades comuns. Os aparelhos de celular usam sinais de satélite para o GPS, o que diminui a dependência direta das bússolas internas na maioria das tarefas cotidianas.

Apesar disso, os setores de transporte de carga e passageiros precisam ficar atentos para evitar que as margens de erro aumentem. Os pilotos de avião acompanham os dados de perto porque a numeração das pistas de pouso é definida pela posição do norte magnético.

Os comandantes de navios em águas distantes e os operadores de drones de alta precisão também dependem dessa calibração. Manter os sistemas alinhados com a realidade da Terra impede falhas graves na condução de veículos automotivos e aeronaves sem piloto.

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