Novo estudo revela que suplemento popular nas academias pode ajudar a combater doença que afeta 11,7 milhões de brasileiros

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A creatina é um suplemento bastante popular entre os frequentadores ávidos de academias, ajudando no crescimento de músculos e na hidratação celular, reduzindo os danos e o cansaço pós-treino. Mas e se esse suplemento pudesse te ajudar com muito mais do que os seus resultados na academia? Estudos recentes apontam que a creatina pode ajudar a atenuar os sintomas da depressão. Mas qual o mecanismo por trás disso?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 11,7 milhões de pessoas convivem com a depressão.

Como a creatina pode ajudar a combater a depressão

A Veja Saúde aponta que, dentro das nossas células, incluindo as cerebrais, a creatina funciona como uma “bateria reserva”, ajudando a produzir e reciclar energia. O médico psiquiatra no Einstein Hospital Israelita Diego Tajes explica à revista que existe uma base fisiológica para isso, porque se entende que muitos quadros de humor têm ligação com alterações metabólicas cerebrais, inclusive no próprio metabolismo energético, onde a creatina atuaria.

Um grupo de pesquisadores brasileiros realizaram uma ampla revisão científica sobre o tema, que foi publicada no periódico científico British Journal of Nutrition. Eles reuniram e analisaram 11 estudos clínicos, que, somados, analisaram dados de 1.093 participantes. Os estudos comparavam participantes que haviam tomado creatina oral e os que tomaram placebo.

Esses estudos apontam que os pacientes que tomaram a creatina tiverem algum efeito positivo. As pesquisas mostraram uma redução média de 2,2 pontos na Escala de Depressão de Hamilton (HDRS-17), um questionário para medir a gravidade da depressão. Porém, o efeito precisaria ser de pelo menos três pontos para ser “clinicamente relevante”.

O médico psiquiatra afirma à Veja que eles acreditam que a creatina tem uma correlação com o bem-estar emocional, mas que os resultados “ainda não são conclusivos”.

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