Não é manha: o hábito que os gatos precisam manter todos os dias para aliviar tensão e proteger o bem-estar

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Arranhar sofás, cadeiras, tapetes e outros móveis costuma ser um dos comportamentos que mais incomodam tutores de gatos. No entanto, veterinários e especialistas em comportamento felino afirmam que esse hábito está longe de ser uma “manha” ou um ato de desobediência.

Na verdade, arranhar superfícies faz parte do comportamento natural dos gatos e desempenha funções importantes para a saúde física, o equilíbrio emocional e até a comunicação entre os animais. Por isso, impedir esse comportamento pode causar estresse e comprometer o bem-estar do felino.

Arranhar ajuda o gato a aliviar o estresse e marcar território

Segundo especialistas da American Association of Feline Practitioners (AAFP), os gatos possuem glândulas entre as almofadas das patas que liberam feromônios quando eles arranham uma superfície.

Essas substâncias deixam marcas químicas imperceptíveis para os humanos, mas facilmente identificadas por outros gatos. Ao mesmo tempo, os riscos visíveis funcionam como uma forma de comunicação territorial, ajudando o animal a reconhecer e organizar o ambiente em que vive.

Mudanças na rotina, chegada de novos animais, visitas frequentes ou até a reorganização dos móveis podem aumentar a necessidade de o gato reforçar essas marcações, já que o comportamento também está relacionado à sensação de segurança.

O hábito também mantém as unhas e os músculos saudáveis

Além da comunicação, arranhar desempenha um papel importante para a saúde física.

Durante o movimento, os gatos removem as camadas externas desgastadas das unhas, permitindo que novas estruturas cresçam de forma saudável. O gesto também promove alongamento dos músculos das patas, ombros, coluna e costas, funcionando como uma espécie de exercício diário.

Por isso, especialistas ressaltam que impedir completamente esse comportamento não é recomendado, já que ele faz parte das necessidades naturais da espécie.

Castigos podem piorar o comportamento

Quando um gato arranha móveis, a reação de muitos tutores é repreender o animal. No entanto, organizações voltadas ao bem-estar felino alertam que punições, gritos ou borrifos de água costumam ser ineficazes e podem aumentar o estresse.

Ao se sentir inseguro, o gato pode intensificar a marcação do território como forma de recuperar a sensação de controle sobre o ambiente. Isso pode criar um ciclo em que o comportamento se torna ainda mais frequente.

Rascadores ajudam a preservar móveis e o bem-estar do animal

A recomendação dos veterinários é oferecer alternativas adequadas para que o gato possa expressar esse comportamento de forma natural.

Rascadores devem ser posicionados próximos aos locais onde o animal costuma arranhar ou em áreas de passagem da casa. Quando o gato utiliza o acessório, reforços positivos, como petiscos, brincadeiras ou carinho, ajudam a incentivar o novo hábito.

Dessa forma, é possível proteger móveis sem impedir que o felino realize uma atividade considerada essencial para sua saúde física e emocional.

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