Na noite de segunda-feira, 3 de novembro, a cidade de Canindé, no Sertão Central do Ceará, foi palco de um crime que chocou a população. Thamallia Abreu Barreto, de 34 anos, foi morta com golpes de faca em frente à mãe e a um dos filhos. O principal suspeito é o ex-companheiro, com quem ela manteve um relacionamento de cerca de 20 anos e teve três filhos.
Segundo informações da Polícia Civil, Thamallia havia denunciado o agressor à Justiça, que concedeu medidas protetivas de urgência em 28 de outubro, proibindo qualquer aproximação. Mesmo com a ordem judicial em vigor, o homem descumpriu a determinação e cometeu o crime. Após o ataque, ele fugiu e segue sendo procurado pelas autoridades.
Ceará registra aumento de feminicídios em 2025
Dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) apontam que o Ceará registrou 24 feminicídios no primeiro semestre de 2025, o maior número em oito anos. O crescimento representa um aumento de 26,3% em relação ao mesmo período de 2024. A maioria das vítimas foi morta com arma branca, como no caso de Thamallia.
Essas estatísticas foram divulgadas pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), que monitora os indicadores criminais do estado. Os dados reforçam a urgência de políticas públicas mais eficazes para proteger mulheres em situação de risco.
Medidas protetivas não impediram o crime
Thamallia havia buscado ajuda judicial e conseguiu uma medida protetiva válida. Entretanto, o agressor ignorou a decisão e a atacou em local público. O crime ocorreu em uma área residencial de Canindé, e a vítima morreu ainda no local, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A Polícia Militar e a Perícia Forense estiveram na cena do crime e realizaram os procedimentos iniciais. A Delegacia Regional de Canindé conduz a investigação e realiza diligências para localizar o suspeito.
Repercussão e como denunciar
O caso gerou comoção entre moradores e reacendeu o debate sobre a efetividade das medidas protetivas. Organizações locais de apoio à mulher reforçaram a importância da denúncia e da vigilância constante. A população pode colaborar com informações pelo Disque Denúncia 181, serviço gratuito e sigiloso.
