Ministros do STF divergem sobre velocidade no julgamento de Bolsonaro antes de 2026

Enquanto alguns ministros querem concluir o caso ainda em 2025, outros avaliam que o processo pode se arrastar por anos devido à complexidade e às manobras protelatórias das defesas.

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Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão divididos sobre a possibilidade de acelerar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 33 investigados no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe no Brasil.

Enquanto uma ala da Corte defende que o recebimento da denúncia ocorra ainda neste mês, com o julgamento de mérito concluído até o fim de 2025, outra ala considera inviável resolver o caso rapidamente devido à complexidade e ao perfil dos investigados. As informações são da CNN.

Divergências Internas no STF

Um grupo de ministros avalia que o tribunal pode repetir o ritmo adotado em 2023 para os casos relacionados à invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro, quando as primeiras denúncias foram aceitas em abril e as primeiras condenações ocorreram em setembro. No entanto, outro grupo enxerga diferenças significativas entre os dois casos.

Segundo um ministro experiente ouvido pela CNN , apenas o voto do relator para detalhar a conduta de cada um dos 34 investigados pode levar quatro sessões ou mais. A presença de um ex-presidente como réu central aumenta a percepção de que o processo será marcado por longos votos e recursos protelatórios das defesas.

Previsões Otimistas x Realidade Processual

Outro ministro afirmou que a previsão de receber a denúncia e realizar o julgamento de mérito ainda em 2025 atende ao apelo político de encerrar o caso antes do ano eleitoral. Contudo, ele classificou essa perspectiva como “muito otimista”, destacando que muitos “incidentes processuais” surgirão no caminho, incluindo questionamentos das defesas.

A divergência interna reflete a tensão entre a pressão para resolver o caso rapidamente e as limitações práticas impostas pela complexidade do processo e pelas estratégias jurídicas das partes envolvidas.

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