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Ministro é afastado por denúncia de assédio, mas segue recebendo R$ 100 mil no Brasil

Um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Brasil, Marco Buzzi, foi afastado há dois meses devido a denúncias de assédio sexual. Apesar disso, ele continua a receber remuneração integral, incluindo verbas indenizatórias, com valores que chegam a R$ 100 mil mensais, segundo informações…

Foto oficial do ministro brasileiro afastado do cargo após denúncias de assédio sexual ou moral.
Apesar do afastamento por denúncia de assédio, ministro mantém remuneração mensal de R$ 100 mil.

Um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Brasil, Marco Buzzi, foi afastado há dois meses devido a denúncias de assédio sexual. Apesar disso, ele continua a receber remuneração integral, incluindo verbas indenizatórias, com valores que chegam a R$ 100 mil mensais, segundo informações do G1.

As normas de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proíbem pagamentos além do salário para magistrados afastados.

O afastamento ocorreu em fevereiro de 2026. No mesmo mês, Buzzi recebeu R$ 132 mil, segundo o portal da transparência do STJ. Em março, o valor foi de R$ 127 mil. Essas quantias incluem adicionais além do salário, contrariando a decisão do CNJ que visa limitar pagamentos a juízes afastados por motivos disciplinares apenas ao salário fixo.

Pagamentos

A situação gerou controvérsias sobre a aplicação das regras de transparência no Judiciário brasileiro. Com a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar, a defesa de Buzzi afirma que ainda não há provas concretas sobre a sua conduta.

O Superior Tribunal de Justiça anunciou a intenção de ajustar os futuros pagamentos do ministro. A partir dos próximos meses, ele deverá receber apenas o salário base, conforme as diretrizes do CNJ.

Contudo, o STJ não esclareceu publicamente os critérios usados para determinar quais verbas foram incluídas até agora nos pagamentos.

O STJ é a corte máxima no Brasil para uniformizar a interpretação da legislação federal infraconstitucional, ou seja, leis comuns. Criada em 1988, ela zela para que as leis federais sejam aplicadas de forma igual em todo o país, julgando recursos de tribunais estaduais e federais.

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