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Mercado Livre (MELI): Safra vê cenário competitivo mais desafiador já precificado e eleva preço-alvo; confira o potencial

O Safra elevou o preço-alvo do Mercado Livre (MELI;MELI34) de US$ 2.300 para US$ 2.500, com a recomendação de compra reiterada para a gigante argentina do e-commerce. O novo preço implica um potencial de valorização de 27%. Vale lembrar que as ações…

Mercado Livre (MELI): Safra vê cenário competitivo mais desafiador já precificado e eleva preço-alvo; confira o potencial

O Safra elevou o preço-alvo do Mercado Livre (MELI;MELI34) de US$ 2.300 para US$ 2.500, com a recomendação de compra reiterada para a gigante argentina do e-commerce. O novo preço implica um potencial de valorização de 27%.

Vale lembrar que as ações da empresa são listadas no Nasdaq, o que explica o preço-alvo em dólar. Os BDR (Brazilian Depositary Receipts) da ação são negociadas na B3 sob o ticker MELI34.

O Mercado Livre permanece como a principal recomendação do Safra para 2026 no segmento de e-commerce, uma vez que os analistas veem companhia negociando a 40 vezes o preço sobre o lucro de 2027 ante sua média histórica de 55 vezes e o múltiplo atual de 44 vezes.

“É importante destacar que o Meli negocia com prêmio devido ao seu excepcional ritmo de crescimento ( mais de 30 trimestres com crescimento acima de 30%) e ao ROIC médio de 35% (2025–2028)”, dizem os analistas.

O novo preço-alvo e a atualização de estimativas para a companhia incorporam os números do segundo trimestre deste ano e novas premissas macroeconômicas.

Na visão da equipe de analistas do banco, o macro piorou no Brasil, com estimativas para o produto interno bruto (PIB) 40 pontos-base mais baixas para 2027 e taxa básica de juros (Selic) inalterada em 12%, com impactos sobre a renda disponível das famílias e os balanços das empresas, especialmente nas despesas financeiras.

Estimativas para o Mercado Livre

O Mercado Livre é uma das preferências do Safra devido à combinação de uma posição dominante na América Latina com múltiplas oportunidades de crescimento tanto em comércio eletrônico quanto em serviços financeiros.

A expectativa dos analistas é que a receita líquida apresente CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 33% em 2025–2028, sustentada por um CAGR de 25% do GMV (volume bruto de mercadorias) e pelo aumento da participação da companhia no mercado regional de e-commerce de 34% em 2025 para 45% em 2028, beneficiando-se do aumento da penetração online, melhorias logísticas, expansão de categorias, maior adoção do fulfillment e desenvolvimento do Mercado Ads.

O Mercado Pago acrescenta outra avenida relevante de crescimento por meio de contas digitais, cartões de crédito, adquirência, depósitos e crédito. Ainda que a concorrência e os investimentos contínuos possam pressionar as margens no curto prazo, a escala, o ecossistema, a alavancagem saudável e o ROIC (retorno sobre o capital investido) médio de 35% entre 2025 e 2028 devem sustentar crescimento rentável ao longo do tempo.

O Safra manteve a estimativa de margem de longo prazo em 9%, o que representa expansão de 220 pontos-base frente à projeção de 6,8% para 2026.

“Após os resultados do 2T26 e a incorporação das novas premissas macroeconômicas em nosso modelo, mantivemos praticamente inalteradas nossas estimativas de receita líquida consolidada para 2026–2027 e elevamos a projeção para 2028 em 3%, refletindo GMV e take rates de e-commerce ligeiramente maiores, parcialmente compensados por um crescimento mais fraco do Mercado Pago no curto prazo”, diz o Safra.

As estimativas de margem bruta foram reduzidas em 206 pontos-base (bps), 337 bps e 253 bps para 2026–2028, respectivamente. Ainda assim, a alavancagem operacional limitou os cortes na margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) a 18 bps, 80 bps e 94 bps, respectivamente.

Os analistas do Safra revisaram a estimativa de lucro líquido em +7% para 2026 e -3% para 2027, refletindo margens operacionais menores, mas também despesas financeiras mais baixas, principalmente na Argentina.

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2T26 do Mercado Livre

A empresa, que opera uma plataforma de comércio eletrônico e a fintech Mercado Pago em toda a América Latina, reportou lucro líquido de US$ 466 milhões no trimestre encerrado em junho, acima dos US$ 433 milhões esperados por analistas consultados pela LSEG.

A receita líquida atingiu US$ 10,2 bilhões, avanço de 50% — o maior em quatro anos —, superando a projeção de US$ 9,7 bilhões da LSEG. Já as vendas totais, medidas pelo GMV (Volume Bruto de Mercadorias), cresceram 36% em base neutra de câmbio.

Enquanto isso, o resultado operacional, ou Ebit (lucro antes de juros e impostos), somou US$ 683 milhões, queda de cerca de 17% na comparação anual, mas acima dos US$ 658 milhões projetados pelos analistas. A margem Ebit recuou para 6,7%, ante 12,2% um ano antes e 6,9% no primeiro trimestre.

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