A Polícia Federal abriu, em maio, um inquérito para apurar possíveis crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas relacionados a uma rede de prostituição que atuaria no Brasil e no exterior. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta terça-feira (13), com base em mensagens e documentos.
Segundo a reportagem, conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que ele teria investido pelo menos R$ 4,3 milhões na estrutura. Mulheres de outros países, inclusive refugiadas ucranianas, seriam recrutadas para festas privadas frequentadas pelo empresário e convidados.
O UOL relata que as mensagens analisadas pelos investigadores atribuem a Vorcaro participação na escolha das mulheres, autorização de pagamentos e decisões sobre quem continuaria no grupo. Os registros também mencionariam uma negociação para adquirir metade de uma agência de modelos por R$ 1,5 milhão. A estrutura seria usada para recrutar e contratar mulheres para eventos.
Entre os diálogos descritos pela reportagem estão conversas, no fim de 2023, sobre a chegada de uma ucraniana de 19 anos e a presença de outras refugiadas que deixaram o país durante a guerra. As mensagens também tratariam de hospedagem, viagens e permanência no Brasil.
A investigação busca esclarecer como ocorriam os recrutamentos, os pagamentos e os deslocamentos entre países. O material divulgado não comprova que todas as mulheres tenham sido coagidas ou vítimas de tráfico. Ser estrangeira ou refugiada, isoladamente, também não demonstra a ocorrência desse crime. O inquérito segue em andamento, e eventuais responsabilidades dependem da apuração das autoridades.

