Menina de 1 ano morre no Ceará após infecção pela ameba “comedora de cérebro”

Conhecida como 'ameba comedora de cérebro', o protozoário ataca o cérebro e leva à morte rapidamente.

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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) está investigando um caso raro e grave: a morte de uma menina de 1 ano e 3 meses, em outubro, no município de Caucaia. A suspeita é que a criança tenha sido infectada pela Naegleria fowleri, conhecida como a “ameba comedora de cérebro”, ao tomar banho em um reservatório de água que abastecia sua residência.

O Secretário Executivo de Vigilância em Saúde, revelou ao portal Metrópoles que a infecção foi identificada durante a necropsia. A presença da ameba confirmou a causa da morte, que surpreendeu pela evolução rápida e letal da doença.

Sintomas evoluíram rapidamente

A menina apresentou os primeiros sintomas com febre alta, inicialmente parecidos com viroses comuns, como amigdalite ou laringite. Segundo Lima, o quadro evoluiu para vômitos e, em poucos dias, para rigidez na nuca, sinal de complicações neurológicas.

“Essa infecção é tão rara quanto letal, porque não é comum suspeitar dela. A ameba entra pelo nariz, segue pelo nervo olfatório e atinge o cérebro”, explicou o secretário.

Investigação no local da infecção

Equipes da Vigilância Sanitária e outras autoridades visitaram a casa da criança para analisar a água do reservatório. A suspeita é que a ameba prosperava na água quente do local, condição ideal para sua proliferação.

Esse protozoário é conhecido por causar meningoencefalite amebiana primária (MAP), uma inflamação que atinge o cérebro e progride de forma acelerada. Os sintomas incluem dores intensas, rigidez na nuca e vômitos, levando à morte em poucos dias.

Sobre a Naegleria fowleri

A Naegleria fowleri vive em águas doces e mornas com temperaturas entre 40 ºC e 46 ºC, como lagos e lagoas. Ela não sobrevive em água salgada e não é transmissível por via oral, sendo necessária a entrada pelo nariz para alcançar o cérebro.

Embora rara, essa infecção é extremamente grave, com uma taxa de letalidade muito alta. Casos como este reforçam a necessidade de vigilância em fontes de água expostas a temperaturas elevadas, especialmente em regiões tropicais.

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