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Maior alargamento de praia no Brasil já é visível e chega para revolucionar

Um dos destinos mais visitados do Sul do país voltou a chamar atenção, desta vez não apenas pela paisagem, mas pelo tamanho de uma intervenção urbana em andamento. Imagens aéreas registradas em janeiro pelo canal Cassias Drone revelam o avanço do maior projeto de alargamento…

Um dos destinos mais visitados do Sul do país voltou a chamar atenção, desta vez não apenas pela paisagem, mas pelo tamanho de uma intervenção urbana em andamento.

Imagens aéreas registradas em janeiro pelo canal Cassias Drone revelam o avanço do maior projeto de alargamento de praia já realizado no Brasil, em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina. As obras já atingiram 58,5% de execução.

O vídeo mostra especialmente a Praia do Farol, trecho que já está liberado para o público. A área fica próxima ao Porto Itapoá e, segundo a empresa Jan de Nu, responsável pela obra, reúne condições seguras para a circulação de banhistas neste momento.

Trechos ainda oferecem riscos à população

Apesar do avanço significativo, a maior parte da orla segue com acesso restrito. A recomendação é que moradores e turistas evitem permanecer nas áreas em obras. O principal motivo é a presença constante de máquinas pesadas e tubulações, além da instabilidade do solo.

De acordo com a Jan de Nu, a areia retirada do fundo do mar ainda apresenta alto nível de umidade. Essa condição favorece a formação de bolsões internos, deixando o terreno “amolecido” e com risco de afundamento.

A empresa alerta que, mesmo sem a movimentação de máquinas em alguns pontos, o solo ainda não oferece segurança adequada.

Por enquanto, não há previsão oficial para a liberação dos demais trechos da praia. A orientação é aguardar a retirada completa dos equipamentos e o processo natural de secagem da areia. A reabertura da orla será comunicada à população assim que houver liberação técnica.

Uma das maiores obras costeiras do país

O projeto em andamento prevê o alargamento de cerca de oito quilômetros da orla de Itapoá. Para isso, estão sendo utilizados aproximadamente 6,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o equivalente à metade do volume total previsto. O material é retirado do fundo do mar por meio de dragagem.

As obras tiveram início em outubro de 2025 e, segundo o cronograma inicial, devem ser concluídas no segundo semestre de 2026. O investimento total chega a R$ 333 milhões, valor que inclui os custos de execução e fiscalização.

O engordamento da faixa de areia é resultado direto da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, conduzida pelo Porto de São Francisco do Sul. Desse montante, R$ 300 milhões estão sendo bancados pelo Porto Itapoá, como antecipação de tarifas portuárias. O restante do valor fica sob responsabilidade do Porto de São Francisco do Sul.

A obra é considerada estratégica tanto para a proteção costeira quanto para o turismo e o desenvolvimento econômico da região.