A M. Dias Branco completa neste domingo, 18 de outubro, 20 anos desde a estreia na Bolsa de Valores brasileira, a B3. A empresa cearense começou a negociar ações no Novo Mercado em 2006, sob o código MDIA3, após emitir 17,22 milhões de papéis adquiridos por investidores nacionais e internacionais.
Na avaliação do vice-presidente de Controladoria, Investimentos e Relações com Investidores, Gustavo Theodozio, a abertura de capital impulsionou a governança, orientou decisões estratégicas e acelerou a expansão da companhia.
A trajetória da empresa começou em Fortaleza, com a Padaria Imperial, fundada por Manoel Dias Branco, e ganhou escala em 1953, quando Ivens Dias Branco implantou a Fábrica Fortaleza. Em 1980, a companhia inaugurou uma nova sede e uma estrutura industrial em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Em 2003, sua primeira aquisição incorporou as marcas Adria, Isabela, Basilar e Zabet, além de fábricas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A companhia também ampliou a capacidade produtiva e verticalizou a produção de farinhas e gorduras vegetais.
Depois do IPO, novas aquisições aumentaram a presença nacional e diversificaram o portfólio. A Vitarella foi adquirida em 2008; Pilar e Estrela chegaram em 2011; e a Piraquê, em 2018. A partir de 2021, a empresa entrou em novas categorias com a Fit Food. Em 2022, incorporou a Jasmine e comprou sua primeira operação internacional, a uruguaia Las Acacias.
Hoje, a M. Dias Branco afirma ser líder nacional em massas, biscoitos e granolas. Suas marcas estão presentes em todo o Brasil e são exportadas para mais de 40 países. A empresa também atua em snacks, alimentos saudáveis e food service.
A companhia mantém 15 metas de sustentabilidade para 2030 e integra, desde 2021, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3. Em 2026, a Fitch Ratings reafirmou pelo nono ano consecutivo seu Rating Nacional de Longo Prazo “AAA (bra)”, com Perspectiva Estável.
A política de remuneração aos acionistas prevê dividendos e/ou juros sobre capital próprio equivalentes a 80% do lucro ajustado, além de distribuições intermediárias mensais, segundo o diretor de RI e Novos Negócios, Fábio Cefaly.

