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Lula volta a prometer retomada da indústria da defesa, mas diz não querer guerra

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a prometer a recuperação da indústria da defesa no País em eventual quarto mandato. “Estou cansado de ver o Putin fazer guerra, de ver o Trump falar ‘eu tenho o

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva gesticula durante discurso oficial sobre investimentos na indústria de defesa brasileira.
Em pronunciamento, Lula reafirma plano de fortalecimento do setor de defesa nacional, enfatizando que o objetivo é a soberania e a paz, sem interesse em conflitos.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a prometer a recuperação da indústria da defesa no País em eventual quarto mandato. “Estou cansado de ver o Putin fazer guerra, de ver o Trump falar ‘eu tenho o maior navio do mundo, eu tenho o maior foguete do mundo, eu tenho a maior bomba do mundo’. O que é que eu tenho?” questionou Lula, durante ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas.

Lula citou que ao assumir o governo em 2003 não havia recursos para compra de alimentação aos soldados brasileiros e remuneração inferior ao salário mínimo.

“Temos 16.800 quilômetros de fronteira para tomar conta. A fronteira entre Estados Unidos e México é 3 mil quilômetros e é uma confusão desgraçada”, comparou o petista.

O presidente prometeu que irá investir na área, mas que o Brasil não quer guerra. “Vou investir em defesa. Teremos uma indústria forte. Não queremos guerra, mas queremos dizer: não se metam com nós porque a nossa melhor arma é o orgulho do povo brasileiro”, disse.

E acrescentou: “Queremos respeito e para ter respeito, as pessoas têm de saber que estamos preparados.”

Essa é a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. O ato tem a presença do candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD).

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