Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fizeram atos de campanha neste sábado (10), com agendas em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e em Natal, no Rio Grande do Norte.
O senador afirmou que, se vencer o segundo turno, receberá a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro. Lula criticou a promessa de cortes nas contas públicas atribuída ao adversário.
Em discurso em São Gonçalo, Flávio disse que Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, colocará a faixa nele na posse, marcada para 6 de janeiro de 2027. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente”, declarou. O candidato também afirmou que sua candidatura tirará o PT do poder.
Depois do ato, o senador participou de uma reunião com o movimento Mulheres do PL, ao lado de Fernanda Louback, vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, e de Daniella Marques, coordenadora de sua campanha. Flávio afirmou que pretende fortalecer políticas de inclusão das mulheres e disse que ações transversais estarão em áreas como educação, segurança, assistência social e turismo.
Na mesma agenda, ele citou o que chamou de “recordes negativos” da gestão econômica e social, mencionando endividamento, carga tributária e fechamento de empresas.
Lula questiona proposta de cortes
Em Natal, Lula participou de um ato de rua e criticou a proposta de “tesouraço” nas contas públicas. Ao comentar o valor, o presidente mencionou R$ 250 bilhões e questionou quais áreas seriam afetadas. “Sempre corta dos pobres”, afirmou, ao dizer que não conhece integrantes da elite que tenham cortado recursos dos ricos, banqueiros, empresários, do sistema financeiro ou dos fazendeiros.
Lula também destacou o decreto de sexta-feira (9) que zerou temporariamente tributos federais sobre a gasolina e ampliou a subvenção extra ao diesel e ao etanol. A medida retirou as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide incidentes sobre a gasolina, elevando a desoneração para R$ 0,89 por litro de gasolina A.
O presidente afirmou que a gasolina diminuiu no Brasil e atribuiu a medida ao uso de recursos do petróleo exportado pela Petrobras para subsidiar o combustível. Segundo ele, a iniciativa busca evitar que o preço da guerra chegue aos consumidores.

