Lula propõe revisão da jornada de trabalho e critica modelo 6×1 durante evento

Durante visita a Linhares (ES), presidente defende mais tempo para convivência familiar e critica escala tradicional de seis dias de trabalho por um de descanso.

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O presidente Lula da Silva“>Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (11), em Linhares, no Espírito Santo, a revisão do modelo de jornada de trabalho vigente no Brasil. A declaração foi feita durante o lançamento de um programa de transferência de renda voltado a pessoas afetadas pelo rompimento da barragem em Mariana (MG).

Durante o evento, Lula criticou a atual escala de trabalho 6×1, em que o trabalhador atua durante seis dias e descansa um. Segundo o presidente, o modelo precisa ser repensado para permitir mais tempo dedicado à convivência familiar e ao bem-estar dos trabalhadores.

Escala 6×1 é alvo de críticas e propostas de mudança

A proposta de mudança na jornada de trabalho tem sido pauta constante desde o final de 2023. Segundo Lula, a juventude tem demonstrado desinteresse pelos modelos tradicionais, o que reforça, segundo ele, a necessidade de novas abordagens.

A discussão inclui a criação de uma jornada mais flexível, construída por meio de diálogo entre governo federal, universidades, entidades trabalhistas e empregadores. O presidente não apresentou prazos nem detalhou medidas concretas, mas destacou a importância da participação de diversos setores na formulação das propostas.

PEC sobre jornada de trabalho segue em tramitação no Congresso

No Congresso Nacional, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a revisão da jornada de trabalho tramita sem avanços significativos. O texto não teve até o momento votação em plenário ou previsão de apreciação.

Apesar da mobilização social favorável ao fim da escala 6×1, entidades empresariais demonstram resistência à proposta. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por exemplo, tem alertado que a mudança pode acarretar elevação nos custos operacionais das empresas.

Entidades empresariais se posicionam contra mudanças no modelo atual

A resistência de setores produtivos à proposta do governo se baseia em argumentos econômicos. A CNC, que representa uma ampla gama de empresas do comércio e do turismo, considera que uma flexibilização da jornada pode impactar diretamente na produtividade e na competitividade do setor.

Até o momento, não houve anúncio oficial de encaminhamento legislativo por parte do Executivo, tampouco indicativos de apoio majoritário entre os parlamentares para alterações na Constituição nesse aspecto.

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