Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na segunda-feira (19.out.2026) que autoriza a abertura do próprio sigilo bancário e do sigilo de seus filhos, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares também abrirem os dados.
Em vídeo nas redes sociais, Lula deu uma semana para o adversário aceitar a proposta. Em publicação no Instagram, escreveu que Flávio teria esse prazo para demonstrar ao público que é honesto.
Lula disse que preparará procurações para autorizar a quebra dos sigilos. A iniciativa ocorre após a troca de acusações sobre corrupção no debate presidencial da Band, realizado no domingo (18.out).
No confronto, Flávio mencionou suspeitas envolvendo o filho do presidente; Lula cobrou explicações sobre o patrimônio do senador e questionou a origem dos recursos usados na compra de um imóvel.
Durante o debate, Lula também mencionou um pedido de R$ 134 milhões ligado ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atribuído a Flávio em negociações com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio, por sua vez, acusou Lula de movimentar recursos fora de contas bancárias oficiais e citou suspeitas envolvendo Lulinha e o Instituto Lula. O senador disse não ter nada a esconder, mas não confirmou que aceitaria abrir os sigilos nos termos propostos.
A proposta de Lula abrange sigilos bancário e telefônico das famílias dos dois candidatos. Ele sugeriu que os documentos fossem entregues aos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral para análise antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

