O senador Flávio Bolsonaro (PL) definiu como pretende responder a eventuais armadilhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da Band, marcado para este domingo, 18. Segundo lideranças do Partido Liberal, ele quer rebater ataques sem abandonar a postura moderada adotada desde o início da campanha.
Dirigentes da campanha reconhecem a experiência política de Lula, que disputou seis eleições presidenciais e tem mais de quatro décadas de atuação política. Eles afirmam que Flávio poderá citar casos associados ao PT, como o Mensalão, revelado em 2005, e o Petrolão, investigado pela Operação Lava Jato a partir de 2014. Também mencionam as apurações sobre fraudes em descontos associativos de benefícios do INSS e suspeitas de tráfico de influência que alcançaram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O senador também se prepara para possíveis perguntas sobre Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL) cujo financiamento é investigado pela Polícia Federal. A produção recebeu recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Outros assuntos que podem surgir, segundo a campanha, são as denúncias de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e as acusações contra seu pai, presidente entre 2019 e 2022.
Na preparação, Flávio conversa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. Parte das conversas ocorre no quartel-general da campanha, em São Paulo, onde ficam os estúdios da TV Celular Flávio, estrutura criada para divulgar os atos do senador.
A recomendação da campanha é que Flávio ouça as perguntas com atenção, responda sem exaltação e evite discussões que o afastem dos temas que pretende abordar.

