O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5) que investidores não vão querer aplicar recursos no Brasil se a economia estiver “totalmente desordenada”. A declaração foi feita durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos, no Palácio do Planalto.
“Para a gente atrair, a gente vai ter que ter uma economia arrumada”, disse Lula. No discurso, ele também afirmou que investidores não escolherão o país “por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin” nem “pelo cabelo da Miriam”, em referência à ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que conduzia a reunião.
O presidente defendeu responsabilidade fiscal e jurídica. Também criticou privatizações realizadas por governos anteriores, citando Vale e Eletrobras. Lula afirmou que, sem governos sérios, empresas são vendidas “a preço de banana” e disse que os governantes não tinham “projeto de pátria”.
A dívida bruta do governo chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, ante 71,7% em dezembro de 2022, segundo o Banco Central. A dívida pública foi indicada em R$ 11,1 trilhões.
No mesmo dia, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Fernando Haddad, além de ministros e economistas, para discutir o ajuste das contas públicas. O encontro terminou sem definição de medidas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, devem preparar propostas para apresentar ao presidente após a viagem dele à COP31.

