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Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investimentos

Lula relacionou a responsabilidade fiscal à atração de investimentos. Economistas projetam que a dívida pública chegue a 87% do PIB no próximo ano.

Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 5, que o Brasil precisa conduzir a economia com “seriedade” para atrair investimentos produtivos e continuar crescendo. Ao participar de reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, ele defendeu responsabilidade jurídica e fiscal.

“Ninguém vai querer fazer investimento numa economia totalmente desordenada”, disse Lula. A declaração ocorreu poucas horas depois de o presidente se reunir com economistas convidados pelo governo para traçar um diagnóstico do país e mapear possíveis medidas de contenção de gastos.

Desde 2023, a dívida pública passou de 72% para 83% do Produto Interno Bruto (PIB). Economistas projetam que o indicador chegue a 87% do PIB no próximo ano e se aproxime de 100% até o fim da década.

Parte das despesas com precatórios, indenizações a vítimas da máfia do INSS e gastos das Forças Armadas foi excluída da contabilidade oficial, conforme o relato apresentado.

Com isso, o resultado primário registrado passou de déficit equivalente a 2% do PIB em 2023 para 0,4% neste ano. O Orçamento teria menos de 10% dos recursos disponíveis para despesas não obrigatórias.

Durante a campanha, Lula criticou o controle fiscal. Em setembro, em Curitiba, afirmou que “é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit primário, de ter controle fiscal”. Após a vitória eleitoral, no primeiro pregão depois do segundo turno, o Ibovespa caiu quase 14%, o dólar subiu mais de 8% e os juros futuros avançaram.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não há fórmula mágica” para reorganizar as despesas. Ele defendeu a manutenção dos compromissos fiscais e o reforço das regras atuais. Economistas afirmam que, sem um ajuste forte, o governo pode ficar paralisado a partir de 2027.