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Justiça mantém tenente-coronel preso no caso Gisele

A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele é acusado de matar a esposa, Gisele Alves Santana.

Justiça mantém tenente-coronel preso no caso Gisele

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, Gisele Alves Santana. A decisão foi tomada na terça-feira (13), após análise de um pedido para revogar a prisão. O advogado Miguel da Silva Jr., representante da família da policial militar, divulgou a informação.

Segundo a defesa da vítima, o Ministério Público de São Paulo se opôs à revogação e defendeu a continuidade da detenção. Geraldo está preso no Presídio Romão Gomes desde 18 de março.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde vivia com o tenente-coronel, no Brás, região central de São Paulo. Ele afirmou inicialmente que ela havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação contestou essa versão.

Investigadores citaram vestígios de sangue considerados incompatíveis com o relato e sinais de possível ocultação de provas; laudos periciais apontaram indícios de que ele teria matado a companheira e alterado a cena.

Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo réu em 18 de julho. Ele responde por feminicídio qualificado, em contexto de violência doméstica, e por fraude processual, pela suposta alteração da cena do crime.