Jovem desenvolve síndrome rara após anos usando celular com o pescoço inclinado

Agora, especialistas alertam: o uso contínuo do celular pode deixar marcas profundas no corpo. Uma rotina aparentemente inofensiva levou a um quadro médico grave.

3 Minuto de leitura

Um japonês de 25 anos foi diagnosticado com a mulher-come-papel-como-se-fosse-chocolate-e-preocupa-medicos/” title=”síndrome” target=”_blank”>síndrome da cabeça caída após anos utilizando o celular em má postura. Segundo os médicos que acompanharam o caso, o jovem passou longos períodos com o pescoço inclinado para frente, o que resultou em deformações graves na coluna cervical. O paciente vivia recluso desde a adolescência e passava a maior parte do tempo em casa, concentrado no aparelho móvel.

A condição comprometeu funções básicas, como a de manter a cabeça ereta e até mesmo engolir alimentos. O quadro clínico levou os especialistas a intervirem com procedimento cirúrgico, que permitiu ao paciente recuperar parcialmente o controle sobre os músculos do pescoço.

Entenda o que é a síndrome da cabeça caída

A síndrome da cabeça caída, também conhecida como “drop head syndrome”, ocorre quando os músculos cervicais perdem a força necessária para sustentar o peso da cabeça. Embora possa estar associada a distúrbios neurológicos, em alguns casos a causa é muscular ou postural, como neste episódio relatado no Japão.

No caso do jovem japonês, a má postura mantida por anos foi determinante. A repetição do movimento de curvar o pescoço para olhar o celular causou desgaste progressivo nos músculos cervicais e levou à alteração estrutural da coluna.

Procedimento cirúrgico possibilita recuperação parcial

Após o diagnóstico, os médicos optaram por realizar uma cirurgia corretiva na coluna cervical. O procedimento teve como objetivo realinhar a estrutura óssea e aliviar a compressão na região afetada. O paciente conseguiu voltar a sustentar a cabeça de forma autônoma após a intervenção, embora continue sob observação médica.

A equipe responsável informou que o caso exige acompanhamento contínuo, com sessões de fisioterapia e restrição ao uso prolongado de dispositivos eletrônicos.

Médicos fazem alerta sobre uso excessivo de celulares

O caso reacende a discussão sobre os impactos físicos do uso constante de celulares. Especialistas reforçam que manter o pescoço inclinado por longos períodos pode causar lesões estruturais permanentes, especialmente entre jovens que passam horas conectados.

Profissionais de saúde recomendam intervalos regulares no uso de telas, manter a altura do aparelho na linha dos olhos e praticar exercícios posturais. A prevenção é considerada essencial para evitar quadros como o relatado.

Partilhe esta notícia