O Irã executou neste sábado (19) Hossein Pedaran, condenado por repassar informações de inteligência sobre locais militares e de mísseis para Israel durante a guerra de 12 dias. A execução foi confirmada pelo Judiciário iraniano.
Segundo a agência de notícias Mizan, administrada pelo Judiciário do Irã, Pedaran foi enforcado depois que a Suprema Corte manteve a sentença de morte. Ele havia sido condenado por espionagem e cooperação de inteligência com Israel.
Acusações de espionagem
A agência afirmou que o homem forneceu ao Mossad, serviço de inteligência de Israel, informações sobre locais militares confidenciais na província central de Isfahan. Ainda conforme o relato divulgado pelo Judiciário iraniano, a atividade de espionagem teria sido realizada por ganho financeiro.
A execução ocorreu após a manutenção da condenação pela Suprema Corte. O caso está relacionado ao período da guerra de 12 dias, mencionada pelas autoridades iranianas ao descrever a acusação contra Pedaran.
As informações sobre a condenação, a sentença e a execução foram divulgadas pela Mizan, veículo administrado pelo Judiciário do Irã. O texto não apresenta detalhes sobre a data da prisão de Pedaran, o conteúdo específico das informações repassadas ou o valor que ele teria recebido.
O episódio envolve as acusações iranianas de cooperação com o Mossad e a alegação de que informações sobre instalações militares em Isfahan foram transmitidas ao serviço de inteligência israelense. A pena de morte foi mantida pela Suprema Corte antes do cumprimento da execução.
