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Opinião

Indústria náutica pode ampliar empregos e investimentos na Bahia

Paulo Avena defende uma política tributária estadual mais competitiva para atrair fábricas, fornecedores e empregos para o setor náutico baiano.

Indústria náutica pode ampliar empregos e investimentos na Bahia

A Bahia tem condições naturais para desenvolver a indústria náutica, mas precisa criar um ambiente econômico que atraia fábricas e fornecedores, defende Paulo Avena, diretor industrial da Associação Náutica da Bahia e empresário do setor. Em artigo, ele propõe uma política tributária estadual mais competitiva para transformar o potencial marítimo do estado em atividade industrial.

A náutica, argumenta Avena, vai além do lazer e da venda de embarcações. Um estaleiro demanda profissionais como engenheiros, técnicos, eletricistas, mecânicos, marceneiros e pintores, além de especialistas em materiais compostos, eletrônica e motores.

A cadeia também envolve fornecedores, transportadoras, marinas, oficinas, comércio de equipamentos, seguros e prestadores de serviços. Depois que os barcos entram na água, manutenção, turismo, hotelaria e gastronomia continuam movimentando a economia, afirma o articulista.

Para atrair esse tipo de atividade, empresas consideram fatores como infraestrutura, mão de obra, segurança jurídica e tributação. Avena cita Santa Catarina como exemplo de estado que se tornou um dos principais polos da indústria náutica brasileira, reunindo estaleiros, fornecedores, tecnologia e profissionais especializados.

O autor defende aproximar o tratamento tributário do setor náutico ao concedido a segmentos industriais estratégicos, como o automotivo. Para ele, a discussão não deve ser reduzida a benefícios para compradores de barcos, mas considerar a instalação de fábricas, o desenvolvimento de fornecedores locais, a formação de profissionais e a geração de empregos.

Na avaliação de Avena, incentivos fiscais devem ser analisados pelo investimento e pela atividade econômica que podem gerar, incluindo contratações, compras de produtos e serviços e arrecadação em diferentes etapas da cadeia.

O articulista afirma que a Bahia já conta com litoral, clima, localização geográfica e tradição marítima. O desafio, conclui, é transformar essas vantagens em condições competitivas para fazer do estado também um polo da indústria náutica brasileira.