O número de consumidores negativados no Ceará avançou 0,1% em agosto de 2026, bem abaixo da alta de 6,4% registrada em julho. Mesmo com a desaceleração, o valor médio das dívidas aumentou e chegou a R$ 4.798 por consumidor inadimplente, alta de 12,4% em relação a agosto de 2025.
Os dados são de levantamento do SPC Brasil divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), na edição de setembro do Radar do Varejo Cearense.
Entre os consumidores negativados no estado, 30% tinham dívidas de até R$ 500. Outros 18% acumulavam débitos acima de R$ 7,5 mil. O levantamento aponta ainda que 92% eram reincidentes: já estavam negativados ou haviam passado por essa situação nos 12 meses anteriores.
O total de dívidas em atraso cresceu 5,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado representa uma desaceleração ante julho, quando a alta anual havia sido de 12,6%.
As instituições bancárias concentravam 59,6% das dívidas negativadas no Ceará. Água e luz respondiam por 16%, enquanto o comércio representava 6,7%.
Varejo cresceu no início do ano
O comércio cearense também registrou crescimento nos primeiros sete meses do ano. De janeiro a julho, as vendas do varejo ampliado subiram 3,7% no estado, e o comércio varejista teve alta de 4,1%. No Brasil, o crescimento no período foi de 1,2%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Radar do Varejo Cearense reúne indicadores de inadimplência, consumo e desempenho do comércio no estado. A publicação é produzida pela FCDL-CE em parceria com o SPC Brasil.
