O Nordeste tinha aproximadamente 19,82 milhões de consumidores negativados em setembro de 2026, o equivalente a 44,77% da população adulta da região. A estimativa é do SPC Brasil.
Na comparação com setembro do ano anterior, o número de inadimplentes cresceu 4,58%. Já o volume de dívidas de pessoas físicas em atraso aumentou 10,40%.
O avanço também foi registrado entre as empresas nordestinas. Em setembro de 2026, a quantidade de negócios inadimplentes subiu 11,42% ante o mesmo mês do ano anterior, enquanto as dívidas empresariais em atraso cresceram 13,72%.
O cenário pode restringir o acesso ao crédito, limitar investimentos e comprometer a geração de empregos e a circulação de renda, aponta o texto.
Para o sociólogo e mestre em Avaliação de Políticas Públicas Blesser Moreno, o desenvolvimento regional depende de investimentos em infraestrutura, especialmente em segurança hídrica e logística. Ele defende projetos voltados à água para desenvolver a agricultura e permitir a permanência de pessoas no interior, evitando a migração que, segundo ele, ocorre há décadas.

