Uma operação iniciada nesta quinta-feira (26) resultou na demolição de uma mansão localizada na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, conhecida como “República do Ceará”. O imóvel foi construído para abrigar líderes do Comando Vermelho (CV) oriundos do Ceará, foragidos da Justiça. A ação ocorre após uma operação deflagrada no final de maio.
Entre os alvos está um indivíduo natural de Santa Quitéria, apontado como chefe do tráfico em mais de 40 cidades da região Norte do Ceará. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), ele é um dos principais nomes da facção com atuação no Estado.
Demolição de imóveis foi realizada com marretas
Diante da impossibilidade de acesso de máquinas pesadas ao local, a força-tarefa mobilizou dezenas de operários para a demolição dos imóveis. O processo tem sido realizado manualmente, com o uso de marretas.
Além da “República do Ceará”, outros dois prédios construídos pelo crime organizado também estão sendo demolidos: um de dois andares e outro de sete. As estruturas oferecem risco de desabamento devido ao desmatamento de uma encosta nas imediações.
Operação mira ocupações ilegais e atuação de facções
A demolição faz parte de uma ofensiva contra construções erguidas ilegalmente por organizações criminosas na Rocinha. Segundo as autoridades, os imóveis serviam de abrigo e base de operação para foragidos da Justiça cearense e outros membros do Comando Vermelho.
A força-tarefa atua com o objetivo de enfraquecer a logística das facções e garantir a segurança estrutural da área, que apresenta risco iminente de deslizamento em razão de intervenções irregulares no terreno.
GAECO identifica conexão entre criminosos do Ceará e do Rio de Janeiro
De acordo com o GAECO, a presença de líderes cearenses do Comando Vermelho na Rocinha reforça a cooperação entre facções em diferentes estados. Um dos foragidos é tido como um dos mais procurados do Ceará, com atuação documentada em dezenas de municípios.
A “República do Ceará” foi construída especificamente para oferecer refúgio a esses criminosos. O imóvel vinha sendo utilizado como esconderijo desde que as investigações avançaram no Estado.
