O número de ninhos de tartaruga-verde nas Ilhas Tartaruga, no estado de Sabah, na Malásia, triplicou desde a década de 1970 e supera 20 mil por temporada, segundo dados divulgados sobre a região. O crescimento foi registrado após décadas de medidas de conservação.
A proteção oficial do arquipélago começou em 1977. A fiscalização e a participação das comunidades locais ajudaram a reduzir ameaças aos animais durante a desova. Em 1997, Sabah proibiu localmente o consumo de carne e ovos de tartaruga, reduzindo uma das pressões sobre a população.
As ações incluem monitoramento noturno das praias, identificação dos ninhos e proteção dos ovos contra predadores e coleta ilegal. Em áreas vulneráveis, equipes transferem ovos para locais de incubação mais seguros. Moradores, pesquisadores e equipes de proteção ambiental também colaboram no acompanhamento dos ninhos e na preservação das áreas de desova.
Na ilha de Omadal, uma cooperativa de mulheres transfere ovos para viveiros desde 2012, para protegê-los até a eclosão. Pesquisas genéticas ajudam a identificar origens e rotas migratórias das tartarugas e podem apoiar investigações sobre o comércio ilegal.
Apesar do crescimento, as tartarugas-verdes continuam expostas a riscos como captura acidental em redes de pesca, poluição marinha e ocupação costeira. O aquecimento da areia também preocupa, pois a temperatura influencia o desenvolvimento sexual dos filhotes.
Como a espécie pode levar décadas para atingir a maturidade reprodutiva, a conservação depende de ações contínuas; o resultado no arquipélago não significa que todas as populações estejam livres de ameaças.

