O Ibovespa fechou esta terça-feira, 29, em alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, e interrompeu uma sequência de quatro sessões consecutivas de queda. O índice passou boa parte do pregão no terreno negativo, mas mudou de direção nos minutos finais. O dólar comercial recuou 0,16%, a 5,217 reais.
A sessão ocorreu em meio à divulgação de indicadores do mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos, à queda dos preços do petróleo e à proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para domingo, 4 de outubro. No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. O Caged registrou a criação de 165.827 vagas formais no mês.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, afirmou que o mercado aguarda a votação e acompanha as pesquisas eleitorais. Segundo ele, a disputa acirrada mantém os investidores atentos a possíveis surpresas no resultado de domingo, que podem influenciar o Ibovespa na semana seguinte.
No exterior, o petróleo recuou, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram e as bolsas de Nova York fecharam em baixa. Rafael Pastorello, do Banco Sofisa, relacionou as preocupações com a inflação global aos riscos de pressão sobre os preços de energia, diante da falta de avanços concretos na resolução do conflito no Oriente Médio. Ele também apontou a proximidade das eleições como fator de incerteza no Brasil.
O dólar chegou a subir durante o dia, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a alta dos juros dos Treasuries, mas perdeu força à tarde. Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o mercado cambial segue cauteloso e aguarda maior clareza sobre a disputa eleitoral após o fim de semana.
Entre as ações, a CSN caiu 10,68% e a CSN Mineração recuou 6,53%, após as empresas revisarem projeções relacionadas à produção de minério. A Azzas avançou 9,41%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 recuou 0,16% e o Nasdaq perdeu 0,09%.
