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Nordeste7
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem é condenado a 39 anos por feminicídio de agente social no Ceará

Antônio Adreanio Ferreira dos Santos foi condenado a 39 anos de prisão pelo feminicídio de Erinalda Silva dos Santos, em Ubajara, no Ceará.

Homem é condenado a 39 anos por feminicídio de agente social no Ceará

Antônio Adreanio Ferreira dos Santos foi condenado a 39 anos de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio da ex-companheira, a agente social Erinalda Silva dos Santos, de 37 anos. A decisão foi tomada pela Justiça nesta quinta-feira (8). O crime ocorreu na zona rural de Ubajara, no interior do Ceará.

Conforme a advogada criminalista Flávia Santana, assistente de acusação no julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido no contexto de violência doméstica. Também considerou como agravante o uso de traição e emboscada, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Erinalda foi morta a facadas em novembro de 2024. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Antônio Adreanio desferiu 12 golpes contra ela e deixou a faca cravada em seu corpo. Após o crime, fugiu, mas foi preso posteriormente.

Histórico de ameaças

Segundo a denúncia, Erinalda e Antônio Adreanio mantiveram um relacionamento por cerca de 15 anos e tiveram duas filhas. Depois do fim da relação, ele passou a persegui-la e ameaçá-la. A mulher conseguiu uma medida protetiva.

O Ministério Público afirma que o homem descumpriu reiteradamente as determinações judiciais e foi preso três vezes antes do assassinato. Ele também tinha antecedentes por outros delitos e usava tornozeleira eletrônica.

Na noite do crime, Erinalda voltava para casa com o atual companheiro, mas encontrou a residência fechada. Conforme a denúncia, ela foi à casa da mãe buscar a chave, enquanto o companheiro foi guardar o veículo em outro imóvel. Ao retornar sozinha, foi atacada nas proximidades de onde morava.

Em declaração divulgada após o julgamento, Flávia Santana afirmou que a condenação não traz Erinalda de volta às filhas e à família, mas representa, na avaliação da acusação, um marco no combate ao feminicídio.