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Havan segue o movimento de outras empresas e se prepara para futuro longe do Brasil

A Havan está se preparando para dar um passo inédito em sua trajetória de 40 anos. A varejista fundada por Luciano Hang estuda abrir primeira loja fora do Brasil, com o Paraguai despontando como destino da expansão internacional da empresa. O projeto acompanha um movimento

Fachada de uma loja da Havan com a réplica da Estátua da Liberdade, ilustrando matéria sobre a expansão da empresa para fora do Brasil.
Acompanhando o movimento de grandes redes varejistas, a Havan inicia planejamentos estratégicos para expandir e consolidar sua atuação fora do Brasil.

A Havan está se preparando para dar um passo inédito em sua trajetória de 40 anos. A varejista fundada por Luciano Hang estuda abrir primeira loja fora do Brasil, com o Paraguai despontando como destino da expansão internacional da empresa. O projeto acompanha um movimento crescente de indústrias e investidores brasileiros que têm ampliado sua presença no país vizinho, atraídos por um ambiente de negócios considerado mais competitivo.

A possível unidade deverá ser instalada na região metropolitana de Assunção. O interesse foi reforçado durante uma visita de Luciano Hang ao Paraguai, onde o empresário se reuniu com o presidente Santiago Peña para discutir oportunidades de investimento.

O Paraguai vem atraindo empresas brasileiras por oferecer uma estrutura tributária simplificada e custos operacionais menores. O país adota o chamado modelo “10-10-10”, no qual a alíquota máxima do Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas é de 10%, percentual que também vale para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Os encargos trabalhistas também são apontados como um dos principais atrativos. Enquanto no Brasil eles podem praticamente dobrar o custo da folha salarial, no Paraguai variam entre 25% e 35% sobre o salário, sem a incidência de obrigações como FGTS, PIS/Pasep, Sistema S e o adicional de um terço de férias.

Empresas brasileiras ampliam presença no país vizinho

A movimentação da Havan ocorre em um cenário de crescimento da presença brasileira no Paraguai. Indústrias dos setores têxtil, calçadista, metalúrgico, químico, de autopeças e de plásticos já transferiram parte de suas operações para o país.

Empresas como Lupo, Döhler, Karsten, Dass e Kidy já mantêm atividades industriais em território paraguaio. Recentemente, a JBS também anunciou um investimento de US$ 70 milhões para ampliar sua atuação no mercado local.

Segundo dados do primeiro semestre de 2026, brasileiros responderam por 76% dos pedidos de residência registrados no Paraguai. Além disso, investidores do Brasil representam cerca de 60% das solicitações de residência voltadas ao mercado imobiliário paraguaio.

Durante a visita de Luciano Hang, o presidente Santiago Peña destacou que diversos produtos comercializados pela Havan já são fabricados no Paraguai por meio do regime de maquila, reforçando a integração econômica entre os dois países.

Havan vive momento de crescimento

A expansão internacional é estudada em um período de forte desempenho financeiro da varejista. No balanço de 2025, a Havan registrou o melhor resultado de sua história, com faturamento de R$ 18,5 bilhões, crescimento superior a 16% em relação ao ano anterior, e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões.

(Divulgação/Havan)

Ao longo do ano, a empresa inaugurou sete novas megalojas e distribuiu R$ 93 milhões em Programa de Participação nos Resultados (PPR) para seus cerca de 23 mil colaboradores.

Para 2026, quando completa quatro décadas de atuação, a rede estabeleceu metas ainda mais ambiciosas. Entre os objetivos estão alcançar 200 megalojas, ampliar o quadro para 25 mil funcionários, estar presente em todos os estados brasileiros e atingir um faturamento de R$ 22 bilhões.

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