O governo de Lula da Silva“>Luiz Inácio Lula da Silva reduziu em 20% o orçamento destinado às comunidades terapêuticas, centros responsáveis pelo acolhimento e recuperação de dependentes químicos. Segundo dados do Plano Plurianual (PPA 2024-2027), o valor caiu de R$ 223,2 milhões em 2024 para R$ 177,7 milhões em 2025, representando um corte de aproximadamente R$ 45,5 milhões.
A redução compromete o atendimento a cerca de 33 mil pessoas que dependem dessas instituições para tratamento. Das 585 comunidades terapêuticas habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), apenas 180 foram contratadas. Isso significa que 405 instituições estão sem recursos, deixando milhares de pacientes sem acesso ao tratamento adequado.
Impacto financeiro por paciente e objetivo descumprido
Cada paciente adulto acolhido nas comunidades terapêuticas custa ao poder público cerca de R$ 1,1 mil por mês. Esse valor é destinado à alimentação, hospedagem, cuidados de higiene e atividades terapêuticas.
O corte no orçamento contraria a Portaria nº 907 do MDS, que previa ampliação progressiva no número de acolhimentos realizados pelas comunidades terapêuticas até 2026. Com o orçamento insuficiente, o governo não conseguirá cumprir nem mesmo os objetivos mínimos estabelecidos em seu planejamento estratégico.
Críticas ao corte orçamentário
O vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, criticou duramente a decisão do governo federal. “Essas comunidades são fundamentais no tratamento e recuperação de pessoas que enfrentam problemas com drogas”, afirmou. “O governo Lula corta exatamente onde deveria ampliar investimentos, colocando em risco milhares de vidas e famílias.”
Kilter destacou a necessidade de mobilização para pressionar o governo a reverter os cortes. “É urgente rever essa decisão”, disse. “Não se trata apenas de números, mas da vida de milhares de pessoas que dependem desses serviços para vencer a dependência química e recuperar sua dignidade.”

