O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para Afya e Yduqs ao avaliar uma possível combinação entre as empresas. Se aprovada, a operação formaria a maior plataforma de educação médica listada na bolsa brasileira, com mais de 6.500 vagas de Medicina.
Segundo a análise, os portfólios das companhias são complementares em nível nacional, mas a concentração de mercado pode levar a exigências regulatórias. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá avaliar a concorrência por curso e por mercado local, seguindo precedentes de operações no ensino superior.
As principais áreas de atenção estão em Teresina (PI), Ji-Paraná (RO), Grande Belém, Grande Salvador e, sobretudo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. No Grande Rio, a participação combinada chegaria a aproximadamente 50% das vagas privadas de Medicina em um raio de 50 quilômetros.
Para reduzir possíveis problemas concorrenciais, o banco considera a venda de escolas ou vagas em áreas específicas. A análise, porém, dependeria da estrutura final da operação e das condições de cada mercado.
O estudo também estima que uma redução de 20% nas despesas gerais e administrativas da Yduqs poderia gerar cerca de R$ 338 milhões em economias após impostos. O valor seria parcialmente compensado por aproximadamente R$ 80 milhões em custos tributários adicionais relacionados ao Pilar Dois.
Para os concorrentes, a fusão aumentaria a pressão competitiva. Cogna e Cruzeiro do Sul são apontadas como potenciais compradoras de ativos caso o Cade determine desinvestimentos. O preço-alvo do BBA é de R$ 16 para Yduqs e US$ 18 para Afya.
