A 1.550 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, o distrito de Monte Verde se tornou um dos destinos mais procurados para quem busca frio e paisagem de montanha em Minas Gerais.
O vilarejo, que pertence ao município de Camanducaia, está na categoria máxima do Mapa do Turismo mineiro, grupo que reúne apenas Belo Horizonte e a cidade histórica de Tiradentes.
A origem do lugar remonta a 1913, quando o imigrante letão Verner Grinberg se instalou na região e tentou recriar ali as paisagens do seu país natal. É dessa herança que vem o apelido que Monte Verde carrega até hoje: “Suíça Mineira”. As construções de estilo alpino que ainda hoje dominam o centro comercial do distrito são um reflexo direto dessa influência, assim como o cenário ao redor, cercado por picos que passam dos 2.000 metros de altitude.
Trilhas e mirantes ao redor da vila
O passeio em Monte Verde não se limita ao centrinho. Uma trilha curta leva até a Pedra Redonda, formação rochosa de quase 2.000 metros de altura, bem na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, de onde dá para ver a serra em 360 graus.
Para quem prefere um passeio mais tranquilo, a Trilha do Pinheiro Velho tem apenas 600 metros e é praticamente plana. No caminho, o destaque é uma araucária com cerca de 500 anos, uma das árvores mais antigas da região.
Já o Mirante do Aeroporto fica a 1.600 metros de altitude e abriga uma das pistas de pouso mais altas do país. De lá, é possível avistar as cristas do Chapéu do Bispo, da Pedra Redonda e do Pico do Selado.
Quem busca adrenalina encontra na Fazenda Radical um parque de esportes de aventura, com arvorismo, parede de escalada e uma tirolesa de 475 metros suspensa a 70 metros do chão.
Comida de montanha, com sotaque europeu
O clima frio de altitude ajudou a criar uma gastronomia própria em Monte Verde, bem diferente da cozinha tradicional do interior de Minas.
Fondue é presença certa nos dias mais frios, e a truta, peixe de água fria criado em criadouros da região, aparece grelhada ou com molho de amêndoas nos cardápios locais.
A herança germânica também aparece nas confeitarias, que produzem apfelstrudel, a torta de maçã alemã, além de chocolates artesanais e cervejas de produção local, feitas seguindo métodos tradicionais.
Quando ir
O verão, de dezembro a fevereiro, traz temperaturas entre 15°C e 25°C e chuvas de fim de tarde, mais indicado para trilhas pela manhã. No outono, de março a maio, o tempo fica mais ameno, entre 12°C e 22°C, e a época costuma agradar quem busca cafés e chocolaterias.
O inverno, de junho a agosto, é a alta temporada: as temperaturas caem para a faixa de 5°C a 18°C, o tempo fica mais seco e é quando acontecem os principais festivais gastronômicos e culturais da vila.
Já a primavera, entre setembro e novembro, com temperaturas de 10°C a 22°C, é procurada por quem quer ver a encosta florida.
Como chegar
Quem sai de São Paulo tem pela frente 163 quilômetros de viagem. O caminho é pela Rodovia Fernão Dias (BR-381), com saída para Camanducaia no quilômetro 918, de onde começa a subida pela estrada da serra.
Já de quem vem do Rio de Janeiro, a distância é maior: 534 quilômetros, seguindo pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até pegar a Fernão Dias.
Para quem prefere ir de avião, os aeroportos mais próximos são o de Viracopos, em Campinas, a 180 quilômetros, e o de Guarulhos, a 166 quilômetros. Em ambos os casos, é preciso completar o trajeto de carro.
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