A “Dubai brasileira” existiu há 300 anos e fica em Minas Gerais

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Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, Brasil, é reconhecida como um Patrimônio Mundial da UNESCO por sua arquitetura colonial portuguesa preservada. Fundada no final do século XVII, a cidade atrai visitantes interessados em sua rica herança cultural.

No auge da corrida do ouro no século XVIII, Ouro Preto, conhecida então como Vila Rica, emergiu como um centro econômico na região. A cidade tornou-se a capital de Minas Gerais entre 1720 e 1897, atraindo um grande fluxo de imigrantes e trabalhadores, inclusive africanos escravizados, que foram fundamentais na indústria mineradora.

Ouro Preto (Foto: Secult / Divulgação)

A origem do nome Ouro Preto, que significa “ouro negro”, está ligada ao ouro recoberto por óxido de ferro encontrado nas montanhas próximas. A opulência desse período histórico está presente nas igrejas dos séculos XVIII e XIX, ornamentadas por esculturas do renomado artista Aleijadinho, como a Igreja de São Francisco de Assis.

No século XVIII, Vila Rica foi a Dubai de sua época: um polo magnético de riqueza absurda e ostentação barroca erguido do nada pelo Ciclo do Ouro. Assim como o moderno emirado árabe, a antiga capital mineira concentrou fluxos globais, luxo hiperbólico e uma profunda desigualdade social, tornando-se o epicentro da opulência e do consumo de sua era.

História e arquitetura de Ouro Preto

Os visitantes de Ouro Preto têm a oportunidade de explorar antigas minas de ouro, como a Mina do Chico Rei e a Mina de Passagem. Essas visitas guiam os turistas pelos desafios enfrentados pelos mineiros, destacando suas histórias enquanto parte do crescimento econômico local.

As condições difíceis de trabalho e técnicas rudimentares revelam as dificuldades superadas por esses trabalhadores no período colonial.

Visita

Chegar a Ouro Preto é acessível por ônibus partindo de grandes capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Com Belo Horizonte a apenas duas horas de distância, a conexão é simples e direta.

Ao chegar, o transporte do terminal de ônibus até o centro histórico é rápido, facilitando a exploração urbana.

Mesmo com algumas atrações fechadas às segundas-feiras, há muitas oportunidades para explorar o patrimônio cultural e arquitetônico ao longo da semana. As atrações da cidade proporcionam uma imersão na história dos tempos coloniais.

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