Fraude no INSS derruba avaliação do governo Lula e acende alerta no Planalto com possível CPI

O Planalto corre contra o tempo para conter os efeitos políticos da crise, que pode comprometer a base eleitoral mais frágil e influenciar o cenário de 2026.

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A nova crise envolvendo fraudes nos descontos aplicados a aposentadorias e pensões pagas pelo INSS agravou ainda mais a queda na popularidade do governo federal. Segundo informações apuradas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, pesquisas internas indicam crescimento na desaprovação da gestão do presidente Lula da Silva“>Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o mês de maio.

Levantamentos encomendados por aliados do governo apontam que a proporção dos que avaliam o governo como “ruim ou péssimo” voltou a ultrapassar com folga os que o consideram “bom ou ótimo”. A informação foi confirmada por um dirigente do PT, sob condição de anonimato: “Caiu tudo de novo”.

Investigações revelam esquema bilionário com descontos indevidos em benefícios do INSS

A operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), identificou um esquema de cobranças mensais não autorizadas em benefícios previdenciários. A fraude envolvia associações e servidores públicos. As investigações seguem em andamento.

O caso teve repercussão nacional e resultou na exoneração do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, também presidente licenciado do PDT. A medida foi tomada após pressão sobre o governo, que tenta controlar os danos à imagem da gestão federal.

Oposição articula CPI e vê oportunidade de enfraquecer governo

No Congresso, a oposição já se mobiliza para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de aprofundar as apurações sobre o esquema. Interlocutores do governo ouvidos pela colunista apontam que a crise pode causar efeitos duradouros e comprometer de vez a credibilidade da gestão.

Aliados temem que o impacto político atinja diretamente a base mais sensível do eleitorado: aposentados e pensionistas. O Planalto monitora o avanço da insatisfação popular, que pode se consolidar nas próximas pesquisas de opinião pública realizadas por institutos como Datafolha, Paraná Pesquisas, PoderData, Quaest e Ipec.

Palácio do Planalto monitora reações e tenta conter desgaste público

Fontes ligadas ao governo admitem que o escândalo compromete o capital político acumulado desde o início do mandato. Há preocupação com a perda de apoio popular em regiões historicamente alinhadas ao projeto de esquerda, o que pode reconfigurar o cenário eleitoral de 2026.

A expectativa é de que novas medidas sejam anunciadas nos próximos dias para tentar conter a insatisfação pública e demonstrar controle sobre a situação. No entanto, o cenário continua desfavorável.

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