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REELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Flávio Bolsonaro diz que não disputará reeleição se vencer a Presidência

Flávio Bolsonaro afirmou que não disputará a reeleição se vencer o segundo turno e defendeu uma PEC contra a reeleição presidencial consecutiva.

Flávio Bolsonaro diz que não disputará reeleição se vencer a Presidência

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (8) que não tentará a reeleição caso vença o segundo turno. Também disse que não pretende lançar integrantes da família para sucedê-lo. As declarações foram feitas durante o anúncio do apoio do Podemos à sua candidatura.

Flávio afirmou que pretende trabalhar pela aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição presidencial consecutiva e quer que a mudança valha já para um eventual mandato seu. Disse que não concorrerá novamente ao cargo mesmo se a proposta não for aprovada.

O senador é o primeiro signatário da PEC 4/2026, apresentada em março por um grupo de senadores. A proposta, conforme o texto disponível no Senado, torna o presidente inelegível para o mandato imediatamente seguinte, mas não impede candidaturas futuras após um intervalo nem proíbe genericamente a participação de familiares em eleições. A matéria aguarda despacho desde 2 de março.

Para ser aprovada, uma mudança constitucional precisa receber votos favoráveis de pelo menos três quintos dos parlamentares, em dois turnos na Câmara e no Senado. A declaração sobre familiares, portanto, vai além da restrição à reeleição consecutiva prevista na PEC apresentada.

Apoios e propostas

O Podemos oficializou apoio a Flávio no segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando ele enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador também conta com o respaldo da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e do Novo. O Republicanos anunciou apoio nesta quinta-feira.

Durante o evento, Flávio citou mudanças tributárias, combate à violência contra as mulheres, mobilidade social e políticas para o Nordeste entre as prioridades de um eventual governo. Sobre a reforma tributária, abordou a revisão do split payment. A equipe econômica da campanha defende o fim do mecanismo; na terça-feira (6), Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e integrante da campanha, afirmou que ele pode prejudicar o capital de giro de pequenas empresas.

O candidato também defendeu ampliar oportunidades de trabalho no Nordeste, especialmente na agropecuária, e mencionou o potencial da região para produzir energia. Não apresentou programas, metas de emprego ou projetos de infraestrutura energética. Sobre a Previdência, disse que não pretende alterar aposentadorias, mas não detalhou medidas de financiamento. Também não especificou metas, instrumentos ou recursos para as políticas sociais citadas.