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Política

Federação União Progressista declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio unânime a Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições presidenciais.

Federação União Progressista declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu por unanimidade apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A decisão foi tomada nesta terça-feira (6), durante reunião das bancadas dos dois partidos na liderança da federação na Câmara dos Deputados.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com diferença superior a 2 milhões de votos.

Em nota assinada pelos presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, a federação afirmou que o candidato representa uma mudança em relação às políticas adotadas no país. O documento cita propostas de modernização da gestão pública, reorganização da economia e equilíbrio entre as forças políticas.

“O Brasil mudou, os desafios são outros e a economia global é movida por tecnologia, velocidade e desburocratização”, afirma a nota. A federação também declarou que o apoio se contrapõe à “repetição de velhas práticas políticas e fórmulas econômicas comprovadamente ultrapassadas”.

No primeiro turno, a União Progressista havia decidido não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência. A neutralidade permitiu que integrantes dos dois partidos apoiassem diferentes candidaturas nos estados.

Ciro Nogueira havia declarado apoio a Flávio em fevereiro, mas depois defendeu a neutralidade nacional da federação. Em maio, o senador foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na ocasião, Flávio classificou como “graves” informações divulgadas pela imprensa sobre o caso. Segundo integrantes do PP, o episódio contribuiu para reduzir as negociações entre PL e PP e influenciou a decisão de neutralidade no primeiro turno.

A posição também permitiu que lideranças estaduais mantivessem alianças diferentes das direções nacionais. O texto cita a proximidade política com Lula do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), do deputado Silvio Costa Filho (PE) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

Assuntos: apoioturnoUnião