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Flávio amplia exigências para autorizar quebra de sigilo após resposta de Lula

A lista do senador inclui dados de familiares, empresas, visitas a palácios e gastos da Presidência. Lula havia formalizado sua proposta na terça-feira (20).

Flávio amplia exigências para autorizar quebra de sigilo após resposta de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ampliou nesta quarta-feira (21) as condições para autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, após aceitar desafio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, a equipe do parlamentar afirmou que ele recebeu com “entusiasmo” a declaração da campanha petista sobre abrir a “caixa-preta do Planalto”.

Flávio condicionou a liberação dos próprios dados e dos familiares ao atendimento de uma série de exigências por Lula. Entre elas estão a quebra de sigilos de pessoas ligadas ao presidente, incluindo o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, a lobista Roberta Luchsinger, Edson Claro, Frei Chico e o Sindnapi.

O senador também pediu dados de assessores e auxiliares que atendiam ou mantinham linhas para uso de Lula, além de informações bancárias, fiscais, telefônicas e telemáticas, desde 2003, sobre empresas dos filhos do presidente, familiares, sócios, sociedades nacionais e offshores. A lista inclui o Instituto Lula, seu ex-presidente Paulo Okamoto, recebedores de recursos e a L.I.L.S. Palestras.

As condições abrangem ainda registros de visitas e voos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a Luchsinger; gastos do cartão corporativo da Presidência desde 1º de janeiro de 2023; a agenda da primeira-dama Janja; e visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada e uso de helicópteros da FAB.

Após as exigências, o senador e coordenador da campanha de Lula Camilo Santana (PT-CE) declarou que o presidente “não se opõe a absolutamente nada” do que foi apresentado. Em nota posterior, Flávio acrescentou pedidos sobre entradas sob sigilo no Palácio da Alvorada, visitantes do Planalto, detalhes de reunião com Vorcaro em 4 de dezembro de 2024 e relações do governo com Luchsinger.

Proposta inicial de Lula

Na terça-feira (20), Lula oficializou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para quebrar os próprios sigilos, os de seus cinco filhos e os de Janja.

A proposta foi condicionada à autorização de Flávio para abrir os dados dele, do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros familiares, entre eles Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Bolsonaro.

O documento de Lula também prevê a divulgação de informações de empresas, mas cita apenas a L.I.L.S. Palestras, da qual é sócio não administrador.

Flávio, por sua vez, possui cinco empresas vinculadas: um escritório de advocacia, All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital e Alcazar Holdings, offshore registrada na Ilha da Madeira sob titularidade do advogado Willer Tomaz.