As exportações brasileiras para a China caíram 5,3% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, e somaram US$ 8,59 bilhões.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o resultado foi influenciado pela retração de 71,8% nas vendas de carne bovina, que recuaram US$ 745,8 milhões.
As exportações de carne bovina para o mercado chinês totalizaram US$ 292,49 milhões no mês. Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, apontou o esgotamento da cota de importação chinesa como um dos fatores que influenciaram a queda, conforme relato sobre a divulgação dos dados.
Também diminuíram as vendas de minério de ferro, em 32,8%, para US$ 1,34 bilhão, e de soja, em 16,8%, para US$ 2,21 bilhões. Já as exportações de petróleo bruto à China avançaram 44,4%, com acréscimo de US$ 812,3 milhões ante outubro de 2025. No mesmo mês, as exportações totais do Brasil cresceram 20%.
De janeiro a outubro, a corrente de comércio entre Brasil e China aumentou 10,3%, para US$ 159,25 bilhões. O indicador soma exportações e importações. As importações brasileiras de produtos chineses cresceram 17,1% em outubro, com acréscimo de US$ 1,1 bilhão na comparação anual.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2026, o fluxo comercial com a China superou o registrado com os Estados Unidos, de US$ 68,62 bilhões, e com a União Europeia, de US$ 92,40 bilhões.
A balança comercial brasileira teve superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro, alta anual de 39,4%; entre janeiro e outubro, o saldo positivo foi de US$ 71,04 bilhões.

