O empresário Elon Musk fez novas publicações sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (12). O dono da rede social X interagiu com postagens que abordavam uma eventual prisão do magistrado.
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald compartilhou na plataforma informações sobre supostas ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e investigado por fraudes financeiras. Na publicação, Greenwald relembrou uma postagem de agosto de 2024, na qual Musk exibia uma imagem gerada por inteligência artificial do ministro na prisão, acompanhada de uma ameaça sobre o futuro do magistrado.
Na resposta direta a Greenwald nesta quinta-feira, Musk afirmou que a prisão do ministro estaria “a caminho”. O bilionário questionou o motivo do conflito entre ambos e classificou a situação como “bobagem”.
O Histórico do Inquérito das Milícias Digitais
O conflito entre o empresário e o magistrado iniciou-se no escopo do inquérito das milícias digitais do STF. A investigação apura a existência de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas nas plataformas digitais.
Em abril de 2024, Moraes incluiu Elon Musk entre os alvos da apuração. A determinação judicial listou as seguintes suspeitas contra o bilionário:
- Instrumentalização criminosa da plataforma X.
- Desobediência a decisões do Judiciário brasileiro.
- Obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa.
- Incitação à prática de crimes.
O Que Muda na Prática: O Arquivamento da Investigação
Na terça-feira (10), Alexandre de Moraes assinou o arquivamento do inquérito contra Elon Musk. Do ponto de vista jurídico, o empresário deixa de responder às acusações formais do STF listadas em abril. As interações recentes no X, no entanto, indicam que os atritos continuam na esfera pública devido ao avanço de outras investigações envolvendo o nome do ministro.
Contratos com o Banco Master e Apurações da PF
A base da discussão atual na rede social remete às conexões apontadas entre familiares do ministro e o Banco Master. No final do ano passado, o jornal O Globo publicou que Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do magistrado, firmou um contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira.
O documento estabelecia a atuação do escritório da família na defesa dos interesses do banco e de Daniel Vorcaro nos seguintes órgãos:
- Banco Central.
- Receita Federal.
- Congresso Nacional.
Em nota oficial, Viviane afirmou que os serviços prestados concentraram-se na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética da empresa.
As Mensagens Registradas Pela Polícia Federal
As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) mostram que Vorcaro e Moraes trocaram mensagens via WhatsApp ao longo de 17 de novembro de 2025. A data corresponde ao cumprimento da primeira ordem de prisão contra o dono do banco.
O STF divulgou um posicionamento de Alexandre de Moraes informando que as mensagens não tiveram o telefone do ministro como destino, mas sim outros contatos salvos na agenda de Vorcaro. Uma reportagem do jornal Estadão apontou que o código-fonte do programa utilizado pela PF questiona a versão do ministro sobre quem realmente recebeu os textos do banqueiro.


