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Eduardo Maurício passa a integrar a defesa de Carla Zambelli

Eduardo Maurício começou a atuar na defesa de Carla Zambelli em 17 de setembro, ao lado do advogado italiano Pieremilio Sammarco, em processos ligados a condenações no STF e à extradição.

Eduardo Maurício passa a integrar a defesa de Carla Zambelli

O advogado brasileiro Eduardo Maurício passou a atuar na defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli em 17 de setembro. Ele trabalhará ao lado do italiano Pieremilio Sammarco em medidas ligadas às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ao processo de extradição que tramita na Itália.

Segundo informações divulgadas pela defesa, os advogados pretendem contestar as duas condenações e atuar contra o novo pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Zambelli permanece na Itália enquanto o processo segue em andamento. Em entrevista ao Bacci Notícias, Maurício falou sobre sua trajetória e os desafios da atuação no caso.

Formação e experiência internacional

De acordo com o relato do advogado, ele direcionou a formação para a área criminal ainda durante a graduação. Depois de concluir o curso, fez uma pós-graduação e um mestrado em Coimbra, em Portugal, e obteve o título de doutor na Espanha.

Maurício afirmou que os estudos no exterior integraram um projeto profissional voltado a ampliar sua atuação no Brasil e na Europa. Também mencionou experiência em processos envolvendo extradição, organizações criminosas, lavagem de dinheiro e cooperação jurídica internacional.

Ao descrever sua abordagem em processos penais, o advogado citou a busca pela absolvição quando houver dúvida, a identificação de nulidades e de possíveis erros do Ministério Público e da polícia, além da elaboração de uma estratégia de defesa. Ele disse que as diferenças entre atuar no Brasil e em outros países envolvem as leis e a forma como os tribunais de cada jurisdição interpretam os dispositivos legais.

Atuação no caso

Entre os desafios que apontou está tentar contestar uma das condenações por meio de revisão criminal, instrumento que, segundo a matéria, permite questionar uma decisão definitiva em determinadas circunstâncias. Maurício afirmou ter aceitado a defesa por considerar ilegais as duas condenações e por sua experiência em processos de extradição complexos.

O advogado também sustenta que houve excesso na condução do processo e caracteriza o caso como uma perseguição política. Além disso, questiona se houve garantia de julgamento justo. Essas declarações representam a posição apresentada pela defesa e, conforme o texto-base, são questões submetidas à apreciação judicial.

Sobre o STF, Maurício avaliou que a Corte passou a ter presença mais abrangente no cenário institucional, diante do aumento de questões políticas e sociais levadas a julgamento. Ele também declarou que pretende ampliar sua atuação em direito penal internacional e que busca manter uma prática técnica, sem prometer resultados.