A Polícia Civil do Ceará”>Polícia Civil do Ceará investiga o uso de um drone por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para monitorar um alvo momentos antes da chacina que matou quatro pessoas na Barra do Ceará. As informações foram publicadas pelo site Diário do Nordeste. O crime ocorreu no campo society da Rua Tambaú, na noite de 6 de maio de 2025.
Segundo os documentos obtidos pela reportagem, os criminosos sobrevoaram o local e contaram com um olheiro infiltrado no campo. O objetivo seria executar um homem conhecido como ‘Barata’, integrante do grupo rival Guardiões do Estado (GDE). A ordem partiu de Carlos Mateus da Silva Alencar, o ‘Skidum’, um dos mais procurados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Drone, olheiro e campo society: plano articulado
A investigação aponta que o CV se organizou para confirmar a presença do alvo. Um olheiro no campo society relatou que ‘Barata’ jogaria naquele dia, como era de costume. Porém, ele cancelou a ida ao local e foi assistir a uma partida na Arena Castelão.
Apesar da ausência do alvo, os criminosos seguiram com o ataque. Fortemente armados com fuzis, os suspeitos chegaram ao campo vestidos com roupas semelhantes às da Polícia Civil e simularam uma abordagem oficial.
Execução deixou quatro mortos e um ferido
Quatro pessoas morreram durante o ataque: Estefany da Silva Ribeiro (34), Carlos Johnson Viana Ferreira (21), Evandro Igor da Silva (26) e um adolescente de 16 anos, cuja identidade foi preservada. As primeiras duas vítimas morreram ainda no campo. As demais foram socorridas, mas não resistiram.
A vítima adolescente era jogador amador de futebol e já havia feito testes em categorias de base de clubes da capital cearense.
Prisões, perseguição e versão dos suspeitos
Três adultos foram presos após a chacina. Um dos detidos já era investigado por tentativa de chacina na mesma área em 2023 e por outro homicídio em 2024. Os presos também são investigados por receptação.
Segundo as próprias declarações, eles não participaram da chacina. Alegaram que pretendiam assaltar um mercadinho por encomenda de um homem conhecido como ‘Camarão’ e receberiam R$ 6 mil em troca. Estavam armados, mas negam vínculo com facções.
Durante a fuga, os criminosos dispararam contra uma viatura da Polícia Militar e ultrapassaram semáforos vermelhos. Após colidirem com um portão, foram interceptados. Um suspeito foi baleado, levado ao hospital e teve alta. Outro foi preso após tentar fugir e se ferir ao pular de um telhado.
