Dormir com o pet pode trazer conforto, mas também interromper o sono sem que o tutor perceba

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Dividir a cama com um cachorro ou um gato já é rotina para boa parte dos brasileiros. Os donos costumam associar o hábito a mais segurança, menos solidão e um vínculo mais forte com o animal.

Veterinários, no entanto, alertam que essa proximidade pode afetar a qualidade do sono e pede alguns cuidados para que a convivência continue sendo boa para os dois lados.

O problema não está ligado à transmissão de doenças, mas sim às interrupções do descanso. O tutor pode nem perceber, mas os movimentos do animal durante a noite, as trocas de posição ou o hábito de subir e descer da cama geram pequenos despertares que, somados, comprometem a qualidade do sono.

Isso não quer dizer que cães e gatos precisem ficar fora do quarto. A recomendação é observar se o hábito está atrapalhando o descanso e manter o acompanhamento veterinário do animal em dia.

Higiene e prevenção reduzem o risco de doenças

Animais vacinados, vermifugados e protegidos contra pulgas e carrapatos apresentam baixo risco de transmitir doenças aos donos.

Na maioria dos casos, o problema aparece quando faltam os cuidados básicos de saúde e higiene, não por causa da proximidade em si.

As zoonoses, doenças que passam de animais para humanos, dependem de formas específicas de exposição. Contato com fezes, urina, saliva, parasitas ou ambientes contaminados são as principais vias de transmissão, e não simplesmente o fato de o pet dividir os cômodos da casa.

Por isso, manter a vacinação em dia, levar o animal ao veterinário periodicamente e limpar com frequência os locais por onde ele circula fazem mais diferença do que evitar o contato. Quem dorme com o pet também deve trocar a roupa de cama regularmente e limpar as patas do animal depois dos passeios, sobretudo quando ele pisou em rua, parque ou terra.

Convívio próximo pede alguns cuidados no dia a dia

O contato físico é parte natural da relação entre tutores e animais, mas alguns hábitos merecem atenção.

Veterinários recomendam não deixar que o cão lamba olhos, boca ou ferimentos abertos, já que a saliva pode carregar microrganismos capazes de causar infecção em certas situações.

Com os gatos, a caixa de areia exige cuidado redobrado. O ideal é limpar todos os dias, lavar bem as mãos depois e, se possível, usar luvas durante o procedimento. Gestantes e pessoas com imunidade baixa devem seguir orientação médica específica para esse tipo de contato.

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