O empresário Luciano Hang, fundador da rede Havan, comprou uma mansão pé na areia em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A transação chamou atenção do setor imobiliário por envolver uma das poucas residências horizontais com acesso direto à praia ainda existentes na cidade. O valor do negócio não foi divulgado.
Com o avanço da verticalização nas últimas décadas, casas desse porte na orla tornaram-se cada vez mais escassas. O que sobrou desse perfil de propriedade passou a valer cifras fora do comum, atraindo investidores dispostos a pagar pela combinação de localização e privacidade que um apartamento, por mais alto que seja, não consegue oferecer.
Balneário Camboriú, capital nacional do imóvel de luxo
A cidade catarinense é hoje o principal mercado de imóveis de alto padrão do Brasil. O município concentra alguns dos edifícios residenciais mais altos da América do Sul e registra um dos metros quadrados mais caros do país, rivalizando com bairros nobres de São Paulo e Rio de Janeiro.
Infraestrutura moderna, índices elevados de qualidade de vida e uma curva de valorização consistente fizeram da cidade um destino preferido por empresários e investidores de grande patrimônio. Esse movimento se intensificou nos últimos anos e transformou a cidade em referência nacional para o capital privado de alto volume.
O problema é que o espaço disponível na orla acabou. Novos terrenos voltados para o mar praticamente não existem, o que coloca as mansões remanescentes em uma posição de mercado sem concorrência direta.
Ativo raro em mercado sem reposição
No segmento de luxo, propriedades com as características da mansão adquirida por Hang funcionam como reserva de valor. A escassez do bem, somada à localização, garante liquidez mesmo em períodos de retração econômica, o que explica o interesse crescente de grandes fortunas por esse tipo de ativo.
A compra pelo dono da Havan segue uma tendência observada entre empresários brasileiros de alto patrimônio, que enxergam imóveis raros como alternativa segura de diversificação. Mais do que moradia, essas propriedades operam como ativos de longo prazo.
Na avenida à beira-mar, o metro quadrado só tende a subir. Com a impossibilidade de reposição desse estoque, quem detém uma dessas residências guarda nas mãos um bem que o mercado dificilmente voltará a produzir.
