O dólar à vista encerrou a sessão em baixa, em linha com o exterior, diante do suporte da alta do petróleo.
Nesta segunda-feira (31), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1801, em queda de 0,32%, no mercado à vista.
O movimento local acompanhou o movimento do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,29% aos 99,408 pontos.
No mês, porém, o dólar teve valorização de 2,16% ante o real, enquanto o DXY perdeu força globalmente (-0,39%).
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O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu atento às pesquisas de cenário eleitoral, que seguem mostrando uma disputa acirrada entre os dois primeiros colocados.
No levantamento AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,1% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,6% em um cenário de segundo turno entre ambos.
Com 4,5 pontos porcentuais de vantagem e margem de erro de 1 ponto porcentual, Lula segue na liderança isolada pela reeleição. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder saíram de 7,9% para 10,3%.
Já na pesquisa BTG Pactual/Nexus, em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente e com as mesmas intenções de voto da semana passada, com 46% e 45%, respectivamente. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
Nas duas pesquisas, Augusto Cury (Avante), despontou para a terceira colocação, antes com Renan Santos (Missão).
No exterior, a retomada da troca de ataques entre Estados Unidos azedou o humor dos índices de Wall Street, com a cautela predominando.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu atingir o Irã com força, depois que Teerã respondeu a ataques norte-americanos atingindo com mísseis duas bases aéreas dos Estados Unidos na Jordânia.
“Vamos atacá-los com força”, disse Trump à Fox News, segundo um repórter do canal. “Haverá uma resposta.”
Consequentemente, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.