A iniciativa de Douglas Tompkins e Kristine McDivitt levou à transferência de 407.625 hectares ao Chile e à criação de uma rede de áreas protegidas no sul do país. A partir de 1990, o casal comprou terrenos com bosques, rios, pântanos e montanhas.
A intenção, segundo o texto, era entregar as propriedades ao Estado para que fossem destinadas a parques e ao acesso público. A estratégia enfrentou oposição de moradores e políticos, que temiam o controle estrangeiro de grandes territórios.
Tompkins morreu em dezembro de 2015, em um acidente de caiaque no lago General Carrera, na Patagônia chilena. McDivitt deu continuidade ao projeto e, em 15 de março de 2017, assinou com a então presidente Michelle Bachelet a transferência das terras.
O acordo possibilitou a criação de cinco parques nacionais e a ampliação de outros três. A tramitação foi concluída pelo Ministério de Bens Nacionais do Chile em fevereiro de 2019, quando os parques foram formalizados.
Com a doação somada às áreas públicas existentes, formou-se uma extensão contínua de aproximadamente 4,5 milhões de hectares, ante 4,1 milhões de hectares atribuídos à Suíça no texto. O casal também adquiriu terras na Argentina.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as iniciativas dos dois e de parceiros contribuíram para a criação de 13 parques nos dois países. Reconhecidas internacionalmente em 2018, as reservas reuniam cinco milhões de hectares de áreas de biodiversidade crítica na América do Sul.

